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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Aos 58 anos, atriz Maria Padilha critica vigilância e preconceito por namorar homem muito mais novo


Longe das novelas desde A Regra do Jogo, a atriz Maria Padilha, de 58 anos, é mãe de primeira viagem, pois adotou um garoto há pouco tempo. Ela também namora, um rapaz, muitos anos mais novo.
E Maria criticou: “A mulher é sempre colocada assim: ‘Fulana está com um garotão…’ É depreciar não só a mulher como o namorado também. Está tudo num pacote de preconceito. As pessoas ficam querendo casais como se fosse uma novela, mas a vida não é assim”, disse ao Uol. E mais: Nem sempre a gente se encanta pela pessoa que vai ficar bem na foto. E a vida nem sempre é fotogênica”.
E desabafou: “Eu já senti preconceito, e de pessoas próximas. É coisa de gente tacanha. Eventualmente você até pode pensar na questão da idade. Quando, por exemplo, estávamos começando, eu pensava: ‘É um absurdo isso, não vai dar certo’. Achava estranho porque a diferença é muito grande. Achava que não fosse durar e já vai fazer quatro anos. A vida é muito surpreendente”.
“Nunca pautei minha vida com o sonho de um dia casar. Sou de uma família em que minha avó foi a primeira mulher diretora de escola do Brasil. Ela e minha mãe eram mulheres muito fortes, de opinião. Minha família já era feminista na prática, sem segurar bandeira. Meu pai era zero machista. Estou totalmente dentro dessa onda do feminismo”.
Ela, que só quis ser mãe aos 54 anos, 4 anos atrás, afirma: “Na época, pensei: ‘Já que vou ter filho sozinha, pra que ficar grávida sozinha?’ Achei mais interessante adotar. Quando começou a demorar muito [o processo de adoção] eu pensei: ‘Que arrependimento!’. Só quando o Manoel chegou é que esqueci tudo o que passei”.
“A maioria das minhas amigas os filhos estão maiores, então tenho que ficar amiga de mães mais novas. Às vezes sinto falta de não ter pessoas da minha geração mais próximas. O que tem de bom é a maturidade, a sabedoria. E foi uma escolha minha”.
Maria ainda disse que desistiu de papéis, por que achava que a adoção do seu filho sairia logo. Com informações do Uol.

domingo, 5 de junho de 2016

Artistas posam com seus filhos adotivos para livro sobre o tema

Maria Padilha e Manoel: "É um amor tão grande, que desconhecia que poderia amar tanto alguém", afirma ela (Foto: Luiz Garrido)


Maria Padilha
"Manoel chegou aos 5 meses de vida, e meu amor por ele aumenta a cada dia. É um amor tão grande, que desconhecia que poderia amar tanto alguém. O coração se alarga de tanta alegria. O começo da habilitação não foi uma boa lembrança, pois nas palestras que temos que participar, recebemos um balde de água fria. Só colocam dificuldades, problemas, doenças, etc. Parece que desestimulam a adoção de propósito, como se não existissem tantas crianças abandonadas. Depois encontrei uma assistente social em Búzios que foi muito positiva. No dia que recebi a ligação dizendo que meu filho tinha chegado, larguei tudo e corri para vê-lo. Quando estive com ele, sabia que era meu fi lho. Não tinha nada em casa e precisei de uma semana para comprar o enxoval. A emoção foi enorme. Manoel é um verdadeiro presente. Super carinhoso, sociável, amoroso, sorridente e adora beijar as pessoas. Ele se parece comigo, nas qualidades e até nos defeitos. Só não pode ficar com fome ou com sono. Daí, vira um verdadeiro Hulk!"

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aos 55, Maria Padilha fala de cenas sensuais em novela

Maria Padilha (Foto: João Miguel Júnior/ TV Globo)


Maria Padilha conta que o público se surpreendeu com a morte de Claudine após o casamento com Feliciano (Marcos Caruso) em "A regra do jogo".
- Ninguém gosta quando um personagem morre, né? Todo mundo ficou meio revoltado. As pessoas queriam que ela continuasse com Kim (Felipe Roque). João (Emanuel Carneiroo autor) realmente conseguiu mais uma vez inovar. Ficar com o pai e com o filho ainda vai. Mas com avô e neto é puxado - brinca a atriz, que diz ter evitado carregar nas tintas. - A situação já era absurda, então, tentei deixar tudo bem natural e não fazer muita graça.
Sobre as cenas sensuais com Felipe Roque e Caruso, Maria conta que foram encaradas com humor:
- Eu achava engraçado ela sempre estar de camisola depois de transar e perguntava qual peça usaria em cada dia de gravação. Era divertido. Quando fazemos essas cenas, não imaginamos a repercussão. Lembro que, em 'Mulheres apaixonadas', me perguntaram se eu ficaria com os seios à mostra. Eu topei e, no dia seguinte, meu telefone não parava de tocar. As pessoas estavam enlouquecidas. Quando estamos no estúdio, nos esquecemos de que todos vão ver.
Por conta dessas sequências, Maria, de 55 anos, recebeu muitos elogios:
- A palavra que mais ouvi nos últimos tempos foi formol. Eu morro de rir quando dizem que durmo no formol. Outro dia, uma mulher escreveu no Twitter que foi bom Claudine ter morrido porque ela estava se deprimindo por me ver tão bem nessa idade - diverte-se.
A atriz conta que não tem segredos de estética:
- Minha pele é boa, é algo genético. Não fico com ruga, apesar de não ter cuidado tanto antes. Sempre peguei muito sol e, como trabalhava muito, não tinha tempo para vários tratamentos. Hoje, faço procedimos a laser. Estou doida para passar por uma cirurgia plástica, mas morro de medo de perder minha expressão. Tenho pânico de modificar as regiões dos olhos e da boca, que considero as principais do rosto. Também treino com Jun Igarashi (criador de um método que mistura levantamento de peso com exercícios para corrigir os movimentos), pratico stand up paddle e cuido da alimentação. Mas não sou obcecada pela vaidade, não me deixo consumir por isso.
Maria Padilha (Foto: Divulgação)
A atriz, que adotou Manoel em 2012 (foto abaixo), não pensa em ser mãe novamente. O menino vai completar 4 anos.
- Seria ótimo ele ter companhia, mas já está cheio de amiguinhos na escola. E comecei a tentar ser mãe tarde, né? Se tivesse sido mais cedo... Tenho medo de adotar outro e, quando ele chegar aos 10, eu já estar com 80 - brinca.
Com o fim da participação na novela, Maria agora vai se dedicar ao teatro. Ela estrelará ainda este ano a peça "Um bonde chamado desejo", com direção do inglês Paul Heritage. Como se trata de uma parceria com o AfroReggae, músicos e atores de comunidades cariocas vão participar do espetáculo.
Maria Padilha e o filho, Manoel (Foto: Arquivo pessoal)MARIA PADILHA E O FILHO, MANOEL (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Regina Casé e Maria Padilha contam suas experiências com a adoção



A APRESENTADORA, HOJE COM 61 ANOS, E A ATRIZ, COM 55, ESCOLHERAM A ADOÇÃO COMO FORMA DE AUMENTAR A FAMÍLIA E ABREM SEUS CORAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA


Maria Padilha e Manuel, agora com três anos
Maria Padilha e Manuel, agora com três anos
Há três anos, Maria Padilha experimenta as dores e delícias da maternidade. Mãe de primeira viagem quando tinha 52 anos, ela enfrentou a chegada de Manuel sem tirar licença (imagine isso!). É que a atriz e o marido, o iluminador Orlando Schaider, esperavam pelo filho na fila de adoção há mais de cinco anos e ela não imaginava que ele chegaria justo quando começaram as gravações da novela da Globo “Lado a Lado” (2012), da qual ela participou.
“É como se fosse uma gravidez de muitos anos. Fiquei muito tempo sem fazer novela porque eu ficava com medo de começar a fazer e chegar um bebê. Só que quando faltavam 10 dias para estrear “Lado a Lado”, o Manuel chegou. Ele tinha cinco meses. Pedi uma criança até três anos e por acaso veio bebê”, contou a atriz.
A frustração de não poder curtir a chegada do filho desde o início foi compensada com muito grude depois que a novela acabou. Apesar disso, ela conta que isso permitiu que ela compreendesse melhor que nem sempre é possível ser mãe 24 horas, já que ela trabalha fora e tem muitos compromissos.
“Os primeiros meses dele que eram os que eu queria idealizar, dar atenção, mas não pude porque estava gravando uma novela. Então tive que lidar com essa frustração desde o começo. É como se eu tivesse tido um filho e no dia seguinte tive que ir trabalhar. Não tive licença-maternidade. Depois que acabou a novela, eu compensei”, lembra.
A primeira vez que Maria Padilha viu Manuel é lembrada com muito carinho e riqueza de detalhes pela atriz. Como toda mãe coruja, ela diz que o filho – atualmente com 3 anos – é muito habilidoso, adora esportes, faz capoeira, natação e já pega onda. “Foi amor à primeira vista meu primeiro encontro com ele. Ele estava quieto, deitado, ele tinha um brilho no olho. Tem uma coisa que me encantou muito nele. Ele tomava mamadeira e me olhava com olhar de gratidão. Achei tão lindo isso”.
O fato de a atriz e a apresentadora serem famosas não facilitou em nada para que Maria Padilha e Regina Casé adotassem seus filhos com mais rapidez. As artistas contam que enfrentaram uma grande burocracia enquanto aguardavam a chegada dos novos membros da família, o que algumas vezes pode causar frustração em pais que estão na fila de adoção.
“Fizemos absolutamente tudo dentro do protocolo, de acordo com os prazos, dentro da lei. E, mesmo assim, foram anos de ansiedade e muitas vezes até de sofrimento. Não sei se essa é uma situação comum, mas para nós foi muito difícil o processo”, explica Regina.
Maria Padilha disse que seu processo demorou muito, mas que, aos poucos, tem notado que a situação tem melhorado. “Tem muita gente batalhando pra essa burocracia diminuir”, observa.
As chegadas dos bebês em seus lares mudaram não só as rotinas das famílias como a maneira de ver e encarar a vida. “O amor cresceu em nosso lar, os amigos se aproximaram. Meus colegas de trabalho se tornaram ainda mais próximos e a minha capacidade de amar, não só a ele como a qualquer pessoa, aumentou um milhão de vezes”, conta Regina Casé.
“Muda muito a perspectiva da vida, a gente começa a pensar mais no futuro, em envelhecer melhor. Antes dele eu pensava muito no agora”, diz Maria Padilha, que conta que percebe muitas semelhanças entre ela e o filho. “Não consigo imaginar outra criança que não seja ele. Foi o melhor filho. Acho que ele se parece comigo, toda a identificação de mãe e pai biológica ele tem comigo”, completa.
FONTE: Revista Pais&Filho

sábado, 18 de janeiro de 2014

"Éramos agredidas", relembra Maria Padilha sobre cenas de topless em "Água Viva"

Em episódio do "Reviva", do canal Viva, que vai ao ar na segunda-feira (20), às 22h45, as atrizes Maria Padilha e Maria Zilda comentam como o topless era encarado 30 anos atrás.
No ar novamente no mesmo canal, a novela estreou originalmente na década de 1980, em um momento que o país passava por uma transição política, econômica e social.
Em sua então estreia na televisão, Maria Padilha conta que nas gravações em Ipanema, no Rio, as atrizes foram agredidas.
"Levávamos lata de cerveja, jogavam copo cheio de areia. O brasileiro é muito doido com isso, né? Até hoje o peito de fora é esquisito", diz.
Para a atriz, Gilberto abordou o assunto no tempo certo: "Ele queria colocar uma coisa que estava acontecendo no mundo. Anos 80, abertura política, corpo em evidência, (Fernando) Gabeira com a sunguinha. E virou um acontecimento! O Gilberto é danado, ele sabe como fazer as coisas renderem", brinca.
Mesmo sem uma aceitação por parte da sociedade brasileira, Maria Zilda acha que as pessoas encaram o ato com mais naturalidade atualmente.
"Naquele tempo era considerado uma imoralidade, era uma coisa que chocava. Hoje, penso que, embora a gente não tenha tornado o topless uma coisa natural, não seria tão agressiva, considerada tão imoral."
O programa também entrevistou Veronika Silva, empresária que quase foi agredida na praia de Ipanema em 1981 por ter aderido ao topless e retrata o "Toplessaço", movimento convocado pelas redes sociais e realizado dia 21 de dezembro, na mesma praia, no Rio.

Divulgação/Viva
Maria Padilha e Maria Zilda relembram as gravações de topless na novela "Água Viva"

sábado, 28 de dezembro de 2013

''GOSTO DE TRABALHAR, MAS NÃO MUITO''

Jornal/Revista: O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 2/6/1996
Autor/Repórter: Carla França
''GOSTO DE TRABALHAR, MAS NÃO MUITO''
Ex-grãfina da Globo se destaca como o terror dos alunos de "Colégio Brasil'', mas avisa que está só de passagem pelo SBT e que, depois da novela e da turnê de sua peça, quer um pouco de vida inútil

Maria Padilha não está preocupada com a guerra, entre SBT e Globo. Muito menos engrossa o coro dos que se orgulham de abrir o mercado de trabalho em São Paulo. O que importa para a atriz de 36 anos são os papéis que a desafiem, de preferência diferentes dos tipos grãfinas que a tornaram famosa na Globo.
Em Colégio Brasil, às 18h30 no SBT, ela faz a vilã Nair. Terror dos alunos, é a rival do boa-praça Lanceloti (Giuseppe Oristânio), seu amor do passado. A atriz concorda que Nair faz a linha metida a besta. Mas a considera engraçada e menos fútil do que as suas habituais ricaças. Também está no elenco e na produção da peça, O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, ao lado de Pedro Paulo Rangel. Em turnê pelo País, diz que tem sido "uma doideira" conciliar as viagens com as gravações em São Paulo e a casa no Rio. Admite que é "meio preguiçosa" e que precisa de "um pouco de vida inútil".

Estado - O que a motivou a trocar a Globo pelo SBT?

Maria Padilha - Nunca fiz contrato longo com a Globo, para não ficar presa. Quando Roberto Talma me chamou para Colégio Brasil, fiquei encantada com a Nair. A novela não depende da personagem. Ela pode se aposentar, morrer ou pedir demissão. Fiz um contrato temporário, porque não gosto de fazer uma coisa só por muito tempo. Não saí da Globo para nunca maís voltar. Estou passando pelo SBT, mas não estou vinculada à emissora.

Estado - Na Globo, você ficou de fora de produções cobiçadas como Terça Nobre e A Vida Como Ela É. Tem ressentimento disso?

Maria Padilha - Gostaria de ter feito mas só me chamavam para fazer a ricaça metida a besta. Não tenho nada contra, mas chega uma hora em que dá entojo. E eu gosto de desafios.

Estado - Foi para fugir da repetição que você recusou o convite do Dênis Carvalho para Explode Coração?

Maria Padilha - Dênis tinha dois papéis para mim. Um era o da Vera, que Maria Luiza Mendonça fez. Sem chance: tinha de gravar algumas cenas no Japão e não podia viajar, porque iria fazer a turnê. Do outro papel não me lembro, mas devia ser mais uma grã-fina besta. Quando Talma me convidou, estava exausta, pois a peça é longa, difícil. Combinei que gravaria de segunda a quarta, para continuar com a turnê e só aceitei porque era o papel da Nair.

Estado - Nair é uma Vilã, mas é metida a besta também.

Maria Padilha - Nair é malvada, pega no pé de todo o mundo, mas é humana. A história vai mostrar isso. A ligação dela com o professor Lanceloti é de amor e de ódio. O texto é um dos melhores que já vi. Nunca me aconteceu de ler e ter ataques de riso. E olha que é um melodrama heavy metal, sem ser piegas. O humor do texto é uma delícia e Nair tem manias muito engraçadas.

Estado - Por exemplo?

Maria Padilha - Ela agora vai cismar que está para morrer. Fora a cisma com a Patagônia. Tudo é motivo para fugir para a Patagônia. Tem os apelidos que ela inventa. Chama os alunos por coletivo de animais: matilha, alcatéia... Chama a professora Júlia de sem-terra, porque ela toma posse do que pertence aos outros. Fico até com a consciência pesada porque aprendi que é importante fazer reforma agrária neste País e acho que estou sacaneando com assunto sério. Mas é divertido.

Estado - Você improvisa?

Maria Padilha - Um pouco. Uma vez, Miss Daisy (Ítala Nandi), professora de inglês, falou: ''I don't believe". Aí, eu soltei: "Minha senhora, pode belivar". Foi engraçado. Mas nem precisa, o texto tem humor de sobra. Edwin Luisi é um palhaço e minha dobradinha com o Giuseppe Oristânio está superafiada. Ele é bom ator e uma pessoa maravilhosa

Estado - Como é trabalhar em produção independente?

Maria Padilha - A diferença é que a novela é um projeto do Talma, tem a cara dele. E o trabalho numa produtora independente não tem instância, burocracia. Qualquer coisa é só falar com o dono. Além do mais, o cenário é quase sempre o mesmo, a escola. Se chove, deixamos de gravar no pátio e vamos para a biblioteca, que é coberta.

Estado -Você está num elenco de jovens, a maioria principiante. Como é contracenar com eles?

Maria Padilha - Há crianças bárbaras no elenco. Uma vez, tínhamos de chorar numa cena. Aí, o irmão repetente despencou no choro de tal forma que até me desconcertei. Os adolescentes também são muito bons, têm formação de teatro. Alguns se destacam mais, mas todos funcionam.

Estado - E quanto à invasão de modelos nas novelas?

Maria Padilha - Para ver na TV, nada contra. Não tenho é a mínima paciência para contracenar com bofé de academia.

Estado - Como foi o começo da sua carreira?

Maria Padilha - Era surfista e nunca pensei em ser atriz. Achava as pessoas do meio chatas, egocêntricas e histéricas. Além do mais, na mentalidade da minha família, tinha aquela coisa de que teatro não era profissão. Fui cursar Desenho Industrial. Um dia, uma prima me convidou para ir a um curso. Entrei em pânico com aquela gente, mas me entusiasmei.

Estado - Quando você se descobriu atriz?

Maria Padilha - Em 79, quando eu, Miguel Falabella, Daniel Dantas, Zezé Polessa e mais algumas pessoas fizemos a peça O Despertar da Primavera. Foi um sucesso e a gente até ficou conhecido como "o pessoal do despertar". Até hoje, eu e Falabella somos amigos. Em 80, me chamaram para a novela Água Viva, também dirigida por Talma.

Estado - Você não gostaria de estar no elenco da primeira novela escrita por Falabella, Salsa e Merengue, a próxima das sete na Globo?

Maria Padilha - Claro. Nós já conversamos sobre isso. Ele tinha até um papel que, só para variar, era de vilã rica. Pena, mas não vai rolar. As gravações começam em agosto Ainda estarei em Colégio. Fica próxima.

Estado - Difícil conciliar Colégio Brasil com a turnê?

Maria Padilha - Sou preguiçosa e sofri para tocar os dois trabalhos simultaneamente. Moro no Rio, as gravações novela são em São Paulo e eu viajando pelo País inteiro. É doideira viver fazendo mal as com roupas para todo tipo de clima. Sou muito fresca. Mas, felizmente, a temporada da peça já está no fim.

Estado - Você fresca em que sentido?

Maria Padilha - De ser preguiçosa mesmo. Em O Dono do Mundo, via a Fernandona (Fernanda Montenegro) gravando a novela e viajando com a peça Dona Doida. Me dava preguiça só de pensar. Mas resolvi tomar vergonha, deixar a frescura de lado e não me acomodar. Estado - E resolveu virar produtora. Chegou posar nua na Playboy para bancar espetáculo em 93. Agora, produz O Mercador, não precisou posar nua.

Maria Padilha - Agora já consigo patrocínio. Era minha estréia na produção, a peça não ia sair se não fosse o cachê da revista. Foi hilário. Meu único dilema era contar para o papai. Liguei pra ele. Falou que não achava legal, mas como nunca comprava essas revistas, não iria me ver. O mais engraçado aconteceu depois: ele falou para minha irmã que ficou aliviado ao saber que era aquele o assunto sério que eu tinha para tratar com ele.

Estado - Você se mantém próxima da família?

Maria Padilha - Não tenho dado muita atenção a eles. Falta tempo, juro. Outro dia, cheguei em casa e tinha um recado do meu pai, todo choroso, na secretária eletrônica. Desabei. Sou a caçula e minhas duas irmãs são 12 e 14 anos mais velhas. Minha mãe morreu quando eu era pequena

Estado -Você não é de falar muito da sua vida afetiva. Por quê?

Maria Padilha - Não tenho problemas com isso. Fui casada duas vezes. A primeira, aos 19 anos, com o ator Paulo Reis. Depois, com o poeta Geraldo Carneiro. Tive namoros longos. O último foi com o ator inglês Adam Kotz. Durou um ano e meio. Foi legal, mas a distância nos separou. No inicio, a gente viajava para se encontrar, mas chegou uma hora em que só namorávamos por telefone e fax. Aí não deu.

Estado - A montagem da peça foi influência dele?

Maria Padilha - Totalmente. Fui para a Inglaterra fazer um curso e com a intenção de montar lá Vestido de Noiva, do Nélson Rodrigues, e uma peça inglesa aqui. O Adam ia dirigir a peça aqui, mas não rolou. A peça do Nélson também acabou na gaveta.

Estado - E filhos, você tem vontade de ser mãe?

Maria Padilha - Primeiro tenho de arranjar um pai. Gostei quando vi a Kim Basinger ser mãe aos 42 anos. Isso significa que ainda tenho seis anos pela frente.

Estado - Você é emotiva?

Maria Padilha - Sou muito engraçada. Quando fico cansada, das duas uma: ou caio na choradeira ou tenho ataque de riso. Gosto de trabalhar, mas não muito. Eu e Giuseppe fomos no programa da Hebe, que adoro, mas eu parecia um zumbi. Tinha virado a noite. Estava em São Luís com a peça, o vôo atrasou 17 horas. Cheguei em casa e desabei.

Estado - Projetos para depois da novela?

Maria Padilha - Minha terapeuta está me chantageando. Disse que só vai me tratar se eu tirar férias. Não digo que dessa água não beberei, vai que pinta um trabalho legal... Mas estou precisando de um pouco de vida inútil.

Estado - Como carioca, é estranho viver em São Paulo?

Maria Padilha - Odeio a avenida Juscelino Kubitschek. O flat em que morei era ao lado de uma construção. Saía a cama com mau humor. Um dia cheguei da ginástica toda suada e a água havia acabado. E, numa boa, a freqüência era meio duvidosa. Agora, as pessoas em São Paulo são educadas e respeitam o trabalho.

Estado - Depois de Sábado, do Ugo Giorgetti, você atuou em algum outro filme?

Maria Padilha - Fiz Os Matadores, do Beto Brandi. Foi tão bem feito que até parece cinema. Faço uma piranhona, a mulher do chefão dos matadores (Chico Diaz), que tem um monte e amantes. Ela é uma ricaça meio bregona, tipo Sula Miranda, com todo o respeito.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

“Brasileiro é muito doido”, diz Maria Padilha sobre repressão ao topless

Dia 21 de dezembro de 2013 é a abertura oficial do verão e também a data do "toplessaço"

Topless de Bete (Maria Padilha) (Foto: CEDOC/TV Globo)Topless de Bete (Maria Padilha) em Água Viva
Mais de 30 anos depois, o tabu de colocar os seios à mostra ganha força e esquenta as areias da Praia de Ipanema no primeiro dia do verão. O assunto voltou à tona após a atriz Cristina Florester sido reprimida por policiais na Praia do Arpoador quando posava sem sutiã para a divulgação da peça “Cosmocartas”. Para protestar contra o ocorrido, foi criado um evento no Facebook, o "Toplessaço". E foi aí que o topless e a sua repressão viraram o assunto do momento.


Cena muito semelhante aconteceu em 1980quando a atriz Maria Padilha protagonizou um topless em “Água Viva”. Intérprete da desencanada Beth, ela comenta que testemunhou reações agressivas e preconceituosas durante da exibição da novela. “Éramos agredidas, nunca tinha tido essa relação com o público. ‘Faz um topless que eu estaciono para você’, ‘tira tira’, foi triste”, conta. “Peito de fora é esquisito, mas se tiver um pequenininho (biquíni), pode. Brasileiro é muito doido”, critica.

Maria Padilha (Foto: VIVA)Maria Padilha durante entrevista para o VIVA

domingo, 20 de outubro de 2013

Maria Padilha sobre ‘Água viva’: ‘Eu era muito crua, achava horrível a minha interpretação’




RIO — Longe de uma novela inédita desde “Lado a lado”, de João Ximenes Braga e Claudia Lage, encerrada no início deste ano, em que interpretou a atriz de teatro Diva Celeste, Maria Padilha pode ser vista pelo público nas reprises de três outras tramas: como Beth em “Água viva” (1980), Dinorá Valente em “Anjo mau ” (1997), ambas no Canal Viva; e como Stella Facchini em “O cravo e a rosa” (2001), exibida no “Vale a pena ver de novo”, na Globo. A atriz admite que isso provoca um saudosismo imenso.

Como é se ver na televisão em três papéis?

Eu nunca estive tão reprisada, né? (risos) É engraçado, mas é bacana rever as novelas e relembrar as cenas. Bate um saudosismo imenso, mas é uma forma de recordar cada papel e de notar as diferenças na interpretação ao comparar um trabalho com o outro.

Alguma personagem trouxe algo diferente nessas recordações?
A Beth, de “Água viva”, me provocou uma curiosidade maior antes de rever a novela. Primeiro porque ela é a mais antiga. E também porque eu queria avaliar a minha atuação. Eu era muito crua, achava horrível a minha interpretação. Nunca tinha feito televisão e ficava constrangida em cena. Lembro que só passei a melhorar anos depois, quando o Dennis Carvalho me disse para fazer televisão como se fosse teatro.

sexta-feira, 8 de março de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Maria Padilha falou ao Purepeople pela primeira vez sobre a adoção de seu primeiro filho

Maria Padilha falou ao Purepeople pela primeira vez sobre a adoção de seu primeiro filho, nesta segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Maria Padilha teve um ano de 2012 marcante. Depois de voltar a trabalhar integralmente em uma novela, com sua personagem Diva Celeste em "Lado a Lado", a atriz também adotou um menino, que prefere ainda não revelar o nome, por recomendações de seu advogado. Mesmo cuidando da criança - de quase 1 aninho - há seis meses, a informação só vazou neste fim de semana pela coluna de Ancelmo Gois, no jornal carioca "O Globo". Em conversa exclusiva com o Purepeople, Maria Padilha falou pela primeira vez sobre seu filho.
"Estou muito feliz, claro, mas é uma situação complicada. Não posso falar muito pois ainda estou com a guarda provisória. Para conseguir a definitiva, tenho que esperar de seis meses a um ano. Como não posso expor muito ele, evito sair junto para não ser fotografada, mas quando passar a parte burocrática, poderei aproveitar mais", declarou.
Casada há quatro anos com o iluminador Orlando Chaider, de 38 anos, a atriz, de 53, conta que mesmo já tendo filhos o marido está empolgado com o bebê: "Ele está super feliz". Como, perante a lei, ainda não é a mãe do menino, ela se recusou a dar mais detalhes, se declarando - mesmo que por acaso - ao filho. "Não posso botar em risco algo tão precioso para mim", afirmou.
Longe da TV desde que atuou em "Mulheres Apaixonadas", em 2003, a artista voltou com tudo como a primeira atriz da companhia de Teatro Alheira, Diva Celeste, na novela das seis da TV Globo. Encenando com a transformista Rogéria, que interpreta a mãe de sua personagem, chamada Alzira Celeste, Maria não mede elogios: "Ela é maravilhosa! É uma atriz de verdade, e não só uma personalidade. É talentosa e tem uma presença incrível, é muito convincente quando está atuando".
Rogéria gravou por quatro dias com a nova mamãe, material que será dividido entre mais ou menos 10 capítulos da trama. Como foi uma participação rápida e intensa, a transformista já deixou saudades. "Alzira Celeste chega na trama fazendo revelações, bota não apenas fogo, mas uma fogueira na novela! Ela chegou e vai embora rapidamente, mas nada mais será o mesmo depois da passagem dela. Todos ficaram tristes quando as gravações terminaram, foi realmente maravilhoso trabalhar com a Rogéria".
(Por Alberto Lobo)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Entrevista: Com a Atriz Maria Padilha

 ENTREVISTA ESPECIAL COM:


MARIA PADILHA 





 Nossa “Entrevista Especial”, em pleno o Carnaval, é com uma atriz que simboliza bem a alegria e o talento. Ela despertou o seu dom de interpretação ainda na infância, mais precisamente brincando no jardim da casa de sua avó e desde então só veio a aprimorar seu talento atuando em diversos espetáculos, filmes e novelas. Por falar em novelas, na teledramaturgia, sua estreia ocorreu numa trama das oito, “Água Viva”, onde sua personagem polemizou ao aderir a prática do topless, mas em sua galeria de personagens inesquecíveis ainda está a perversa Karen de “O Dono do Mundo”, a irreverente Stella do remake de “Anjo Mau”, a provocante Dinorá de “O Cravo e a Rosa”, e atualmente essa maravilhosa atriz vem dando um show de interpretação na atual novela das seis, “Lado a Lado” como a instigante Diva Celeste. Com muita honra, a entrevistada do “No Mundo dos Famosos” de hoje é a grande atriz MARIA PADILHA.

 

 “Não acredito nem no dez nem no zero. Tenho minha própria opinião sobre meus trabalhos e, é essa que carrego comigo. O meu sucesso é quando fico em paz comigo e o meu fracasso é quando não fico”.


 (Maria Padilha)

Jéfferson Balbino: Maria, como surgiu seu interesse pela carreira de atriz? 


Maria Padilha: Comecei no jardim da minha avó. Eu arrastava meus primos, arrumava gelo seco no depósito da Kibon para fazer fumaça no caldeirão e obrigava a família a assistir. Na Escola Americana, fiz “Pedro e o Lobo” e “A Bela Adormecida”. Com 14 anos entrei no Tablado para fazer expressão corporal. Nessa época eu andava com surfistas e obrigava eles a ver os espetáculos. Era uma coisa anos 1970, a gente jogava tinta uns nos outros e se arrastava no chão. Eu sabia que era um mico, mas não estava nem aí. Em outubro de 1979 estreei com o “Despertar da Primavera” e tranquei a matrícula na Escola Superior de Desenho Industrial. 


Jéfferson Balbino: Sua estreia na teledramaturgia brasileira ocorreu na novela “Água Viva” (TV Globo/1980) e sua personagem Beth polemizou ao aparecer sem o sutiã do biquíni na praia. E nessa época não havia muito o uso de topless... Como foi na época a repercussão desse trabalho?

 Maria Padilha: Foi uma repercussão imensa, novela das 8 era tudo nessa época. Quando o Gilberto Braga escreveu a novela, nenhuma jovem fazia topless. Aliás, foi uma moda que não pegou. É um assunto tabu até hoje. 





 Jéfferson Balbino: Ao longo de sua carreira você também atuou nas minisséries: “Bandidos da Falange” (TV Globo/1983), “Marquesa de Santos” (Rede Manchete/1984), “Anos Rebeldes” (TV Globo/1992), “Decadência” (TV Globo/1995), “Labirinto” (TV Globo/1998), “O Quinto dos Infernos” (TV Globo/2002) e “Cinquentinha” (TV Globo/2009). Entre esses seus trabalhos em minisséries qual foi o que você mais gostou de fazer? 


Maria Padilha: É difícil escolher um único trabalho porque todos foram importantes naquele momento e me dediquei com muito carinho a todas as personagens. Destaco “Marquesa de Santos” por ter sido a primeira ficção exibida na extinta Rede Manchete e “Decadência”, por ter tido a oportunidade de estar com Carlos Manga.



 Jéfferson Balbino: Você também já participou dos programas de dramaturgia: “Você Decide” (TV Globo/1992), “Confissões de Adolescentes” (TV Cultura/1994), “Sai de Baixo” (TV Globo/1998), “Os Normais” (TV Globo/2002), “Tomá Lá Dá Cá” (TV Globo/2007) e “A Grande Família” (TV Globo/2011). Nesses trabalhos rápidos você consegue ter o mesmo vinculo afetivo que tem com as personagens que você convive mais, como as das novelas?


  Maria Padilha: Não. Sempre fui uma atriz muito passional, de me envolver mesmo com trabalhos e personagens. Mas é claro que o tempo influi. Existe uma grande diferença entre conviver uma personagem por poucos dias ou por meses. 



Jéfferson Balbino: Outro trabalho marcante que você fez foi na novela “O Cravo e a Rosa” (TV Globo/2001). Como era nos bastidores sua parceria com os atores Ney Latorraca e Eva Todor?


 Maria Padilha: Ney é meu grande parceiro na vida e isso só ajudou nossa contracena na novela. E estar ao lado da Eva, encontrar uma pessoa que traz em si a história do teatro, é sempre inesquecível. Não poderia deixar de falar do grande encontro que tive com o mestre Walter Avancini. 




Jéfferson Balbino: Qual você considera ser seu melhor trabalho no Teatro e no Cinema? 


Maria Padilha: Fiz muito mais teatro do que cinema. E pude escolher os espetáculos que queria montar, as personagens que desejava fazer. Sempre tive essa independência ao longo da minha carreira então cada personagem era muito apaixonante, difícil de pinçar um desse leque. Minhas escolhas são em função das coisas que quero dizer naquele momento. Já no cinema, fiquei muito feliz com “Das Tripas Coração”, da Ana Carolina, ‘Sábado’, do Ugo Giorgetti, “Os Matadores”, primeiro filme de Beto Brant, “Saens Pena”, do Vinícius Reis . Agora estou aguardando o lançamento, do filme “O País do Desejo”, dirigido pelo Paulo Caldas e onde tive um encontro maravilhoso com o Fábio Assunção.
 

Jéfferson Balbino: Na novela “Mulheres Apaixonadas” (TV Globo/2003) você deu vida à Hilda que descobria ter um câncer de mama. Como você trabalhou o perfil psicológico dessa marcante personagem?


 Maria Padilha: Hilda foi uma personagem maravilhosa. Sou acostumada a receber notícias ruins sobre os outros, não sobre mim. Tive que estudar muito. Através dela pude falar sobre um tema muito importante. Procurei, junto com o Manoel Carlos e o Ricardo Waddington, fazer uma Hilda bem leve para não haver nenhuma dúvida de que só quem tem ressentimentos tem câncer. 



Jéfferson Balbino: E como está sendo viver a Diva Celeste na novela “Lado a Lado”? O que pode nos adiantar sobre os rumos de sua personagem? 



Maria Padilha: Está sendo muito bom. O meu núcleo fala mais do teatro, das artes, o que também é muito interessante, e só tem atores que fazem teatro: Paulo Betti, Tuca Andrada, Maria Clara Gueiros e Álamo Facó. Nós temos conversado muito, porque é legal poder falar de teatro na televisão. A Diva é uma apaixonada pela arte, pelo teatro. E também, pelos dois homens da sua vida, Mario e Frederico, e seu filho, Luciano. É muito rica emocionalmente e tudo indica que vai ser pressionada a reveler segredos…

Jéfferson Balbino: O que você destacaria das suas atuações nas novelas: “O Mapa da Mina” (TV Globo/1993), “Cara & Coroa” (TV Globo/1995) e “Colégio Brasil” (SBT/1996)? E que lembranças você tem do seu trabalho nas novelas: “Olho por Olho” (Rede Manchete/1988) e “Mico Preto” (TV Globo/1990)? 


Maria Padilha: Dos meus trabalhos menos conhecidos em televisão destaco “Colégio Brasil”, dirigida por Roberto Talma e “Mico Preto”, que foi um trabalho muito prazeroso pela cumplicidade do elenco e da direção do Denis Carvalho. 


Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com o saudoso ator José Lewgoy no remake da novela “Anjo Mau” (TV Globo/1997)?



 Maria Padilha: Foi maravilhoso. Delicioso seria a palavra exata. 

Jéfferson Balbino: Já ocorreu algum fato engraçado ou inusitado envolvendo você e o público? 

Maria Padilha: Alguns. Agora, as pessoas me perguntam muito sobre “como está o teatro?” e eu começo a responder coisas sérias e profundas e quando vejo, querem saber é sobre o Teatro Alheria. 


Jéfferson Balbino: Em 1991, você deu um show de interpretação na maravilhosa novela “O Dono do Mundo” (TV Globo/1991). Qual foi a sua fonte de inspiração pra interpretar a dissimulada Karen?


 Maria Padilha: Por mais incrível que possa parecer, pensei muito no olhar do Bambi. Quanto mais puro o olhar da Karen parecesse mais terrível seriam as coisas carnívoras faladas por ela.

 Jéfferson Balbino: Com o nosso querido Gilberto Braga, você ainda atuou nas novelas: “Paraíso Tropical” (TV Globo/2007) e em “Insensato Coração” (TV Globo/2011). Que importância esse renomado novelista tem na sua carreira?

 Maria Padilha: Imensa. A partir dos anos 1990 tive pequenas ou grandes participações em quase todos os seus trabalhos. Temos uma cumplicidade no humor, o que é uma joia rara.

 Jéfferson Balbino: E como você lida com o sucesso e com as críticas?


 Maria Padilha: Não acredito nem no dez nem no zero. Tenho minha própria opinião sobre meus trabalhos e, é essa que carrego comigo. O meu sucesso é quando fico em paz comigo e o meu fracasso é quando não fico. 

Jéfferson Balbino: Você também atuou na última novela escrita pela novelista Janete Clair que foi a trama “Eu Prometo” (TV Globo/1983). Como foi participar dessa novela? 

Maria Padilha: Uma honra. Foi meu único trabalho numa novela da grande Janete Clair. 


Jéfferson Balbino: O que uma personagem precisa ter pra fazer sucesso? 


Maria Padilha: Acho que uma boa história e um bom diálogo são itens importantes.


Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição na história da dramaturgia brasileira?


 Maria Padilha: Minha paixão e minha perseverança.


 Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos a nossa tradicional pergunta: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu? 

Maria Padilha: É difícil. Foram muitas. Das menos faladas lembraria de “O Rebu”, do saudoso Bráulio Pedroso dirigida por Walter Avancini. Valeria a pena até fazer um remake. Mas a lista é grande! 


Jéfferson Balbino: Querida, super obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”. Muito mais sucesso, e um grande beijo! 


Maria Padilha: Obrigada Jéfferson, beijos! 

FONTE:  No Mundo Dos Famosos

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Aguardem!



SEMANA QUE VEM... 



 Minha entrevistada é a grande atriz MARIA PADILHA, a Diva da novela “Lado a Lado”. 


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Maria Padilha pronta para ser mãe


Maria PadilhaO ano de 2013 promete ser singular na vida de Maria Padilha (52). Sucesso na televisão como Diva, uma atriz do início do século em Lado a Lado, novela das seis da Globo, ela também aparecerá nas telas de todo Brasil, a partir do dia 25, na pele de Roberta, uma pianista que sofre de uma doença crônica renal no longa País do Desejo, de Paulo Caldas. Paralelo aos projetos profissionais, a atriz está realizando um sonho que extrapola sua trajetória de atriz. Casada há três anos com o iluminador Orlando Schaider (40) Maria se diz pronta para ser mãe. Ela está na reta final do processo de adoção de uma criança, desejo que acalenta há cerca de quatro anos. "Já considero como se fosse meu, mas ainda terei que passar por uma avaliação, porque eles deixam de seis meses a um ano com a pessoa, pra fazerem a avaliação", revela, argumentando que não pode falar muito sobre o processo obedecendo uma orientação da Justiça. Durante uma entrevista exclusiva para CARAS Online, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, no Rio, Maria Padilha falou sobre adoção, casamento, maturidade e carreira.