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quinta-feira, 8 de maio de 2014
terça-feira, 20 de novembro de 2012
São Paulo do meu jeito - Maria Padilha
Para os fãs da atriz Maria Padilha, segue o link da sua entrevista para o site Onnesobre sua carreira e seu último filme, Praça Saens Peña.
E aqui abaixo, uma palhinha desta ótima entrevista. E não deixe de ler na íntegra clicando aqui!
"É um filme muito legal, sobre as relações humanas, dentro de uma camada social que é a classe média, classe média mesmo, não a de novela, que toma café da manhã com suco de laranja, mas a que conta a moeda do dia a dia. Acho que o filme é sobre a sobrevivência afetiva de uma família, casamentos antigos de 20 anos são difíceis, perdem os sonhos. O filme é meio a vida como ela é." Maria Padilha
domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Maria Padilha está ansiosa para estreia do seu novo filme
Maria Padilha está ansiosa para estreia de Praça Saens Peña
Não é só a estreia de Cinquentinha, de Aguinaldo Silva, na Globo, que está deixando Maria Padilha ansiosa. Além de fazer parte do seriado, a atriz também participou do filme Praça Saens Peña, de Vinicius Reis, que estreia dia 11 de dezembro, no Rio. Com frio na barriga, Maria diz que não vê a hora de se ver na telona.
“Já ganhamos muitos prêmios com esse filme, mas estou muito ansiosa para ver a estreia dele para o público. É um filme que tem uma história comovente e bonita, que fala do cotidiano de uma família de classe média do Rio. Tive muito orgulho em fazê-lo e quero logo ver o resultado”, declarou.
Para 2010, a atriz tem novos projetos no teatro e no cinema.
“No início do ano que vem, vamos estrear uma peça muito legal, intitulada Escola de Escândalo, com direção e adaptação do Miguel Falabella. O elenco está maravilhoso! Tem Ney Latorraca, Bruno Garcia, Natália Lage e outros. Estou louca para iniciar esse novo projeto”, disse a atriz, que também começa a filmar, em março, seu novo longa Amor Sujo (título provisório), do diretor Paulo Caldas, em Recife (PE).
Não é só a estreia de Cinquentinha, de Aguinaldo Silva, na Globo, que está deixando Maria Padilha ansiosa. Além de fazer parte do seriado, a atriz também participou do filme Praça Saens Peña, de Vinicius Reis, que estreia dia 11 de dezembro, no Rio. Com frio na barriga, Maria diz que não vê a hora de se ver na telona.
Para 2010, a atriz tem novos projetos no teatro e no cinema.
“No início do ano que vem, vamos estrear uma peça muito legal, intitulada Escola de Escândalo, com direção e adaptação do Miguel Falabella. O elenco está maravilhoso! Tem Ney Latorraca, Bruno Garcia, Natália Lage e outros. Estou louca para iniciar esse novo projeto”, disse a atriz, que também começa a filmar, em março, seu novo longa Amor Sujo (título provisório), do diretor Paulo Caldas, em Recife (PE).
Making Of - Filme Praça Saens Pena
Paulo é professor de literatura, Teresa é comerciante e Bel, estudante. Eles vivem em um apartamento alugado na Praça Saens Peña, coração da Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma tentadora e inesperada proposta de trabalho pode abalar profundamente a rotina dessa família e colocar em risco um casamento de vinte anos. A história se passa nos primeiros meses de 2003, durante um verão que parece não ter fim. Dois acontecimentos marcam essa época: o início do governo Lula e a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Papeando com Maria Padilha!

Papo bom, não dá vontade de terminar. E foi assim neste clima que ocorreu a entrevista com aatriz Maria Padilha, que interpreta a Teresa em Praça Saens Peña. O blog do Praça papeou com uma das mais marcantes atrizes de sua geração, nascida no Rio de Janeiro e também grande responsável pelo nascimento do longa Praça Saens Peña. Confira aqui!
Blog do Praça: Como aconteceu o convite para fazer o Praça Saens Peña?
Maria Padilha: Tem uma história que o Chico Diaz que lembrou. A gente estava na minha casa (eu sou amiga do Vinícius) e estava tendo uma festa lá, aí o Vinícius virou para mim e para o Chico e falou: Poxa adorei vocês no Matadores, muito legal vocês dois juntos...Aí a gente respondeu uma coisa assim: Ah, então faz um filme aí para gente fazer que gente faz! Um tempo depois o Vinícius ligou para mim e disse que tinha feito o filme, que o roteiro estava pronto para eu e o Chico fazermos.
BP: A sua personagem mostra uma figura típica carioca: uma mulher que trabalha (dentro e fora de casa), cuida da filha, do marido e que tem o grande sonho de comprar a sua casa própria. Como foi interpretar uma personagem tão presente no cotidiano das pessoas? Isso se tornou um desafio a mais na sua carreira?
Maria Padilha: Tem uma história que o Chico Diaz que lembrou. A gente estava na minha casa (eu sou amiga do Vinícius) e estava tendo uma festa lá, aí o Vinícius virou para mim e para o Chico e falou: Poxa adorei vocês no Matadores, muito legal vocês dois juntos...Aí a gente respondeu uma coisa assim: Ah, então faz um filme aí para gente fazer que gente faz! Um tempo depois o Vinícius ligou para mim e disse que tinha feito o filme, que o roteiro estava pronto para eu e o Chico fazermos.
BP: A sua personagem mostra uma figura típica carioca: uma mulher que trabalha (dentro e fora de casa), cuida da filha, do marido e que tem o grande sonho de comprar a sua casa própria. Como foi interpretar uma personagem tão presente no cotidiano das pessoas? Isso se tornou um desafio a mais na sua carreira?
MP: Eu acho que qualquer personagem para mim é um grande desafio, independente da classe social dele. Fazer um personagem de classe média (que é média, média, que conta moeda), foi muito legal para mim. Em televisão e em cinema eu ainda não havia feito, já havia feito em teatro. Mas, na linguagem cinematográfica e de televisão é um personagem que as pessoas não costumam associar com a minha figura, por isso talvez eu não seja chamada, estou até arriscando uma razão para isso. Foi muito legal porque eu tive a chance de entrar em mais um universo desconhecido para mim, foi muito interessante.
BP: Você utilizou alguma espécie de laboratório ou se inspirou em alguém para compor a personagem Teresa?
MP: Desde que eu fiquei sabendo que ia fazer o filme, eu comecei a observar e a tentar entender porque o Vinícius tinha feito um filme passado na Tijuca. A Tijuca era diferente? Eu não tinha entendido isso. Eu estava fazendo uma peça na época, Antônio e Cleópatra, e tinha um ator que trabalhava comigo, o Paulo Hamilton, que é ator da Cia de Laura e também fez Tropa de Elite, ele é um ator super bacana. Aí eu comentei com ele sobre o filme e ele é de uma família da Tijuca e a gente conversava muito, sobre quais eram as diferenças, o que tinha lá que aqui na Zona Sul não tinha. E também na produção da peça, tinha uma produtora, que era da Tijuca, e eu observava muito ela. Se eu não tivesse que fazer o filme, eu jamais teria olhado ela com esse olhar, mas quando a gente começa a se interessar por um assunto, tudo que está relacionado a ele, começamos a enxergar de outra maneira, como se tivéssemos com uma lente. Então comecei a reparar no jeito de vestir e o jeito que ela era. Eu percebi que lá na Tijuca, o feminino e o masculino ainda estão bem preservados, mulher é mulher e homem é homem. Então, ela é uma produtora, trabalha, é guerreira e tal, mas mantém aquela coisa bem feminina: cabelão, vestidos, decotes. Isso dentro de um pudor feminino. Eu fiquei observando esse jeito dela e conferindo com o Paulo Hamilton. E aí descobri que a Tijuca é um bairro com códigos muito especiais, muito interessantes. É falar de um lugar que está aqui ao lado, é só atravessar o túnel Rebouças, mas que é diferente mesmo, parece que é uma cidade menor, onde as pessoas ainda se cumprimentam, tem uma cordialidade na rua e uma falta de stress, que eu acho a Zona Sul é muito estressada, todo mundo tem medo, e lá o tempo parece que tem uma coisa mais calma, mais suave, as pessoas parecem que têm mais tempo umas para as outras, para conversar, para sentar na praça e ouvir um rádio, uma música. Me lembra um pouco o subúrbio descrito por Nelson Rodrigues nas peças dele, como A Falecida ou nos contos como A vida como ela é, que é um subúrbio que não tem mais no Rio, porque os subúrbios ficaram muito violentos. E a Tijuca manteve essa gramática muito cordial entre as pessoas, muito educada, parece que tem uma coisa mais antiga, não no sentido pejorativo, antiga no sentido do que era o Rio de Janeiro nos anos 1970. E a impressão que dá é que lá não vai mudar, como tem mudado vertiginosamente em outros lugares.
BP: Como está a expectativa para o lançamento? Você acha que o público vai receber bem? Acha que os moradores da Tijuca vão se identificar?
MP: Tomara que sim. Porque eu me sinto uma intrusa falando deles. Eu acho que o filme tem um tom quase documental, acho que tentamos não representar, mas tentamos vivenciar para que, por exemplo, quando estivéssemos com o Aldir Blanc não parecesse que estávamos interpretando. Então a gente (eu e Chico Diaz) tentou vivenciar isso e espero que o pessoal da Tijuca se sinta retratado à altura. Porque nós fizemos o possível e com muito carinho, porque eu adorei aquele universo, achei um universo incrível!BP: Quais são seus próximos projetos?
MP: Acabei de gravar a minissérie Cinquentinha do Aguinaldo Silva, dirigida por Wolf Maia e que estreia dia 08 de Dezembro. Em Março acho que farei um filme com Paulo Caldas em Recife e Ouro Preto, com o título ainda à confirmar. É um projeto que até me envolvi como produtora (a produtora é na verdade a Vânia Catani) e também estou com um projeto de uma peça, mas que ainda está em fase de captação de recursos e será uma peça passada no século XVIII, dirigida pelo Miguel Falabella (foi traduzida e escrita por ele também), com 10 atores como Ney Latorraca, Stênio Garcia, Natália Lage. E estou aguardando com muita ansiedade a estreia do Praça, que foi feito com muito carinho, não é só porque eu fiz, mas sabe quando a gente e vê e acha que ficou melhor do se imaginava? O filme ficou muito legal. Acho que o Vinícius fez um trabalho extremamente delicado, bacana mesmo. O filme tem um tom interessante, sem caricatura. Não tem melodrama, tem um tom especial, sutil sobre os seres humanos, sendo ou não da Tijuca, pois os personagens ficaram com uma vida interior. É parte da Tijuca, mas é ser humano.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Filme Praça Saens Peña e o tour tijucano
Acho que há um mês atrás, a produtora do filme Praça Saens Peñaa me contou que um francês que havia assistido ao filme em um festival do Rio tinha adorado e estava louco para conhecer a Tijuca. Ela me falou que eles fizeram um “tour” pelo bairro com o gringo. Logo me bateu uma preocupação: o que eles vão mostrar pra ele?! A Tijuca não tem o pôr do Sol do Arpoador, nem o resto da orla e da sofisticação da Zona Sul com o seu jeito “carioca”, também não tem aquele charme histórico e artístico de Santa Teresa ou do Centro do Rio, nem a aparência clássica do subúrbio com casas simples e gente na rua, nem é uma favela com a estética popular da gambiarra e do funk e muito menos tem a modernidade americanizada da Barra da Tijuca (aliás alguém quer ver isso?!)
Na verdade a Tijuca tem um pouco de todos esses lugares (talvez não tenha praia…), mas não tem nada para francês ver, no máximo o Maracanã e a Floresta da Tijuca. Nem mesmo a Praça Saens Peña, título do filme, que foi destruída depois do metrô e que perdeu seu espaço de lazer, especialmente seus cinemas. E não sabia ao certo o que deveriam mostrar, sempre penso nisso quando tento justificar minha paixão pelo bairro para alguém de fora e nunca sei o que apresentar exatamente. Mas a Tijuca não é um ponto turístico (não que não possa ser), ela é um bairro de verdade, onde as pessoas vivem. E para entendê-la, a pessoa precisa morar aqui ou freqüentar constantemente a região. Encontrar todos os seus amigos caminhando pelo quarteirão (além do seu dentista, oftalmologista, cabeleireiro), ter o seu boteco de estimação, conhecer o dono da banca de jornal e saber que ele vai te avisar que chegou a sua revista preferida, entre outras coisas que são parte do sentimento de bairro.
Na Tijuca esse sentimento se mistura com o de estar em uma cidade do interior, onde todos se conhecem. (É incrível quando alguém da Zona Sul descobre que você mora na Tijuca e pergunta se você conhece algum amigo dele que mora no bairro, daí você reclama dizendo que a Tijuca é muito grande, blá, blá, blá… mas depois você pergunta o nome e não é que você conhece a pessoa!) É uma espécie de Viver a Vida, sem a futilidade e banalidade de uma dessas novelas lebloninas. Em uma crítica, li que o filme foi chamado de anti-Manoel Carlos, mas estranhamente, nesse ano o bairro aparece entre as locações da novela que antes eram exclusivamente o Leblon.
Voltando ao que interessa…
O filme consegue fazer isso. Representar a vida no bairro, rolando quase como no seu dia-a-dia, sem exageros, sem grandes dramas, bem diferente da Zona Norte de Nelson Rodrigues, outro grande tijucano. Os personagens parecem reais, eles poderiam sentar do seu lado em algum banco e puxar papo naturalmente. No filme os choques e conflitos tanto sociais, de geração, de casal são minimizados.
Claro que ele não abarca toda a Tijuca, falta o tijucano conversador e retrógrado; o que sempre encontra os amigos no Tijuca Tênis Clube; os tijucanos da velha geração; os adolescentes e jovens da Praça Varnhagen; os herdeiros da aristocracia tijucana com seus casarões velhos ou mansões no Alto da Boa Vista; ou mesmo os membros da Tijuca profunda, como sugere Aldir Blanc em certo momento, como os freqüentadores dos bares e conhecedores dos segredos e dos ti-ti-tis de botecos tijucanos. Ou seja, ainda podem ser feitos 100 outros filmes sobre o bairro. Mesmo assim, ele resume bem seu principal conflito contemporâneo, Paulo o personagem que ama a região e sabe cada uma de suas histórias e João que tem uma pretensa vida artística, está doido para se mudar e acaba realizando seu sonho de morar no Leblon.
Por mais que sejamos apaixonados pelo bairro, sabemos dos seus problemas, do que ainda falta aqui e o que só vamos encontrar fora do bairro. Esse lado é o do personagem João, que é facilmente (e até… pateticamente) seduzido pela Zona Sul, mas não sem razão, especialmente para quem gosta ou trabalha com cultura. Faltam teatros, centros culturais e cinemas na região. Tanto é que por pouco o próprio filme Praça Saens Pena não passaria na Tijuca, onde só restam os cinemas de shopping. Foi preciso um abaixo-assinado entre outros argumentos para convencer que seria uma boa idéia (financeiramente) exibir um filme sobre o próprio bairro:
Se tivéssemos um Cinema Estação, um Arteplex ou um Cine Santa, esse filme seria um sucesso de público para esse mercado, já que o os tijucanos são 17% do público do Estação. Como o próprio Vinicius (diretor do filme) falou durante o lançamento do livro A Segunda Cinelândia do Rio:
“se alguém abrisse um cinema de arte no bairro ficava rico!”
E é verdade, a Tijuca tem um enorme potencial. Parece que o João se apressou em abandonar o bairro. Temos alguns problemas por aqui, mas não podemos só reclamar e assim que tivermos uma oportunidade sairmos daqui para finalmente “viver a vida”. Reclamar sobre alguns dos problemas é importante sim, mas também exigir melhorias e apresentar soluções! Se fizermos isso, poderemos calar esse lado chorão do bairro, que vive se lamentando sobre o que não temos e que vive querendo se mandar daqui e ao mesmo tempo poderíamos aumentar ainda mais o orgulho de quem ama a Tijuca.
Poderíamos até fazer um Tiju-tour por uma Praça Saens Peña mais arborizada, com os antigos cinemas voltando a exibir filmes, transformados em teatros, casas de shows, centros culturais e no entorno do chafariz com uma vida noturna de dar inveja nos mais “badalados points” da Zona Sul, como diria a Revista Rio Show.
O filme Praça Saens Peña estreia dia 11/12 e sim irá passar no Kinoplex do Shopping Tijuca!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O Filme “Praça Saens Peña” estreia em dezembro
No dia 11 de dezembro, o diretor Vinícius Reis leva às telas seu primeiro longa-metragem de ficção, “Praça Saens Peña”. A ideia do filme surgiu em 2003, a partir de um encontro dele com os protagonistas Chico Diaz e Maria Padilha. Entusiasmados com o documentário “A Cobra Fumou”, de Vinícius, eles incentivaram-no a desenvolver um projeto de ficção. Os dois atores, que brilharam juntos em 1997 no filme “Os Matadores”, de Beto Brant, repetem a dobradinha de sucesso, desta vez interpretando um casal em meio a uma crise conjugal. A trilha sonora do filme traz uma música inédita de Pedro Luís. Composta exclusivamente para o projeto, “Tempo de Menino” é uma homenagem à Tijuca, bairro de origem do cantor e principal cenário do longa.
O filme participou do Festival do Rio 2008 e venceu cinco prêmios no Cine PE 2009: Melhor Diretor (Vinicius), Ator (Chico Diaz), Atriz (Maria Padilha) e Atriz Coadjuvante (Isabela Meireles), além do prêmio especial da critica. O filme também fez parte da Seleção Oficial do Festival Brasileiro de Cinema de Nova York, Sydney Latino Film Festival, Festival de Toronto e Festival Internacional de Salvador. Em novembro, a produção ganha as telas da Eslováquia, no Festival Internacional de Cinema da Bratislava.
Sinopse: Paulo, professor do ensino médio, e Teresa, gerente de uma lanchonete, vivem um casamento sólido. Juntos com a filha Bel – uma adolescente de 15 anos – eles formam uma típica família de classe média brasileira. Ambos cultivam o sonho da casa própria, mas o orçamento apertado apenas paga as contas.
Quando Paulo aceita uma proposta para escrever um livro sobre a Tijuca, bairro carioca em que residem, eles começam a vislumbrar dias mais prósperos. Nos meses que se seguem, porém, o que era para ser um alento acaba transformando-se em uma crise familiar que coloca em risco um relacionamento de vinte anos.
Direção: Vinicius Reis Elenco: Chico Diaz (Paulo), Maria Padilha(Teresa), Isabela Meireles (Bel), Stella Brajterman (Cíntia), Gustavo Falcão (João), Guti Fraga (Mace do), Mauricio Gonçalves (Plínio) e a participação especial de Aldir Blanc. Gênero:Drama Duração: 100 min. Distribuidora: Moviemobz/ Riofilme Estreia: 11 de Dezembro de 2009 Direção e roteiro: VINÍCIUS REIS. Produção: GISELA CAMARA, LUÍS VIDAL e VINÍCIUS REIS. Produção executiva: LUIS VIDAL. Direção de produção:FERNANDA NEVES. Fotografia e câmera: FABRÍCIO TADEU. Som direto: PAULO RICARDO NUNES. Direção de arte: TAINÁ XAVIER. Figurino: RÔ NASCIMENTO. Figurinista assistente: LUCIANA CARDOSO. Montagem e edição de som: WALDIR XAVIER.Mixagem: RICARDO CUTZ. Música original: PEDRO LUÍS Uma produção da LIMITE SELECIONADO PELO PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL.
FONTE: Site Tijuca-Rio.com.br
Metrópolis – Filme "Praça Saens Peña"
Filme "Praça Saens Peña" retrata o cotidiano de uma família carioca do bairo da Tijuca. O programa "Metrópolis" é exibido pela TV Cultura de segunda a sexta-feira às 21h40.
Sessão Brasil: Maria Padilha estrela 'Praça Saens Peña' nesta segunda, 1º
Família sonha com casa própria e se enche de esperança com contrato para publicação de um livro

Professor recebe convite de publicar livro e vê chance de melhorar finanças
A Sessão Brasil, que a Rede Globo exibe, em HD (alta definição), na madrugada de segunda, dia 1º, para terça, às 2h35, horário de Brasília, apresenta o drama “Praça Saens Peña” (2008).
Paulo (Chico Diaz), professor do ensino médio, e Teresa (Maria Padilha), gerente de uma lanchonete, vivem um casamento sólido. Juntos com a filha Bel - uma adolescente de 15 anos - eles formam uma típica família de classe média brasileira.
Ambos cultivam o sonho da casa própria, mas o orçamento apertado apenas paga as contas. Quando Paulo aceita uma proposta para escrever um livro sobre a Tijuca, bairro carioca em que residem, eles começam a vislumbrar dias mais prósperos.
Nos meses que se seguem, porém, o que era para ser um alento acaba transformando-se em uma crise familiar que coloca em risco o relacionamento de vinte anos.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Confira as fotos do Festival do Audiovisual

As atrizes Maria Padilha e Sílvia Buarque


Os atores do longa Praça Saens Peña
sábado, 22 de setembro de 2012
Maria Padilha conta sobre Praça Saens Peña
Produção traz a história de uma família que passa por uma crise
Confira a entrevista com a atriz Maria Padilha, sobre seu novo filme, Praça Saens Peña, que chegou esta semana em São Paulo, após ter estreado no Rio de Janeiro:
Maria Padilha - Eu acho o filme muito bom, ele tem uma história concisa. Fala de personagens interessantes. Tem uma história muito legal, acho que o roteiro muito bom. E eu gosto da maneira como ele é filmado, porque ele flerta um pouco com o documentário, mas sendo uma ficção.
R7 - E qual a força dos personagens?
Maria Padilha - É aquela coisa que tantas mulheres vivem. São felizes, são bacanas, são pessoas boas, têm casamento bacana, têm uma filha super legal, e de repente surge uma vontade de ter mais, de ser mais, de ser algo mais além daquilo que você é. E ela vai agindo, ela é uma pessoa impulsiva e deflagra uma porção de situações. Ela quer mudar de apartamento, ter uma casa própria, e começa a ver apartamento sem ter dinheiro. Ela se encanta por um apartamento, depois se encanta pelo dono, e começa a ter uma história paralela ao casamento.
Maria Padilha - É aquela coisa que tantas mulheres vivem. São felizes, são bacanas, são pessoas boas, têm casamento bacana, têm uma filha super legal, e de repente surge uma vontade de ter mais, de ser mais, de ser algo mais além daquilo que você é. E ela vai agindo, ela é uma pessoa impulsiva e deflagra uma porção de situações. Ela quer mudar de apartamento, ter uma casa própria, e começa a ver apartamento sem ter dinheiro. Ela se encanta por um apartamento, depois se encanta pelo dono, e começa a ter uma história paralela ao casamento.
R7 - E é um filme silencioso ao mesmo tempo?
Maria Padilha - Sim, ele é um filme bem delicado. Acho que é um filme que precisa muito do olho dos atores. Porque às vezes o não dito fala mais do que o dito.
Maria Padilha - Sim, ele é um filme bem delicado. Acho que é um filme que precisa muito do olho dos atores. Porque às vezes o não dito fala mais do que o dito.
R7 - Ele mostra a pequena violência do Rio, mas não é um filme agressivo, certo?
Maria Padilha - Ele não se localiza no olho do furacão, mas no Rio qualquer lugar é um furacãozinho. Se você está no meio de uma favela muito violenta, você tá no meio da violência. Mas no Rio de Janeiro qualquer lugar que você more tem uma favela perto. Então a violência chega ao filme, chega como eco e não como carro principal.
R7 - E qual é o papel da praça pra você?
Maria Padilha - Pra mim, é localizar a história em algum lugar. Poderia ser uma pequena praça em Paris, por exemplo. Um lugar que tem uma especificidade. Ali você fala com o mundo através dos seres humanos, porque os seres humanos não mudam, são pessoas em qualquer lugar.
R7 - E você acha que nesse ponto é uma tendência do cinema brasileiro, parar de falar do grande para se focar em histórias e pessoas?
Maria Padilha - Não é que seja uma tendência, mas é que já teve uma onda de filmes tão bons sobre essa violência, como Cidade de Deus, Carandiru. É como você falar sobre a máfia como o Coppola fez, depois que ele fez aquela quantidade enorme de filmes ele decidiu mudar um pouco, porque existe uma urgência de assuntos que precisam entrar na pauta da ficção. Daqui a pouco se volta a falar ou não.
Maria Padilha - Ele não se localiza no olho do furacão, mas no Rio qualquer lugar é um furacãozinho. Se você está no meio de uma favela muito violenta, você tá no meio da violência. Mas no Rio de Janeiro qualquer lugar que você more tem uma favela perto. Então a violência chega ao filme, chega como eco e não como carro principal.
R7 - E qual é o papel da praça pra você?
Maria Padilha - Pra mim, é localizar a história em algum lugar. Poderia ser uma pequena praça em Paris, por exemplo. Um lugar que tem uma especificidade. Ali você fala com o mundo através dos seres humanos, porque os seres humanos não mudam, são pessoas em qualquer lugar.
R7 - E você acha que nesse ponto é uma tendência do cinema brasileiro, parar de falar do grande para se focar em histórias e pessoas?
Maria Padilha - Não é que seja uma tendência, mas é que já teve uma onda de filmes tão bons sobre essa violência, como Cidade de Deus, Carandiru. É como você falar sobre a máfia como o Coppola fez, depois que ele fez aquela quantidade enorme de filmes ele decidiu mudar um pouco, porque existe uma urgência de assuntos que precisam entrar na pauta da ficção. Daqui a pouco se volta a falar ou não.
R7 - Existe uma identificação muito grande pelo filme com as pessoas. Como você acha que isso aconteceu?
Maria Padilha - Ele não é um filme carioca, ele é feito por cariocas, é uma situação de encontros de classes sociais. É um filme que em qualquer lugar funciona.
R7 - Quais são seus próximos projetos?
Maria Padilha - O próximo projeto, que é o mais real e que está em andamento, é uma filmagem do pernambucano Paulo Caldas (Baile Perfumado). Nós começamos a filmar dia 22 de março. Eu toco violoncelo no filme, e tem um padre que é feito pelo Fábio Assunção, e um elenco bacana. É uma historia que mexe com arte, fé, igreja. O nome era Amor Sujo, mas o roteiro mudou e agora o título não tem mais nada a ver. Por enquanto estamos sem título.
Maria Padilha - Ele não é um filme carioca, ele é feito por cariocas, é uma situação de encontros de classes sociais. É um filme que em qualquer lugar funciona.
R7 - Quais são seus próximos projetos?
Maria Padilha - O próximo projeto, que é o mais real e que está em andamento, é uma filmagem do pernambucano Paulo Caldas (Baile Perfumado). Nós começamos a filmar dia 22 de março. Eu toco violoncelo no filme, e tem um padre que é feito pelo Fábio Assunção, e um elenco bacana. É uma historia que mexe com arte, fé, igreja. O nome era Amor Sujo, mas o roteiro mudou e agora o título não tem mais nada a ver. Por enquanto estamos sem título.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
ESTREIA-"Praça Saens Peña" contrapõe clichês sobre o Rio
SÃO PAULO (Reuters) - Qual a relação que as pessoas têm com o espaço que as cercam? É por esse caminho que são trilhados os primeiros passos de "Praça Saens Peña", drama de Vinícius Reis. No centro da trama está o espaço público que empresta o título ao longa - mas é apenas uma metáfora para algo mais complexo que o cineasta e roteirista está escavando.
O filme, que já estreou no Rio, chega na sexta-feira aos cinemas de São Paulo.
Paulo (Chico Diaz, de "Amarelo Manga") é um professor de literatura que vive com sua mulher, Teresa (Maria Padilha, de "Os Matadores"), e a filha, Bel (a estreante Isabella Meirelles), num pequeno apartamento na Tijuca, nos arredores da Praça Saens Peña.
O dinheiro sempre está curto, mas eles levam uma vida sem grandes problemas. Quando o professor é convidado a escrever um livro sobre o bairro, os três veem nesse pagamento a possibilidade de mudança.
Teresa decide que está na hora de comprarem o apartamento próprio e começa a andar pelas ruas do bairro em busca de um novo imóvel. Bel e Paulo, porém, precisam dividir o mesmo computador velho - ela para os estudos, ele para o trabalho - o que se torna razão de constantes atritos.
Aos poucos, o roteiro, também assinado por Reis, delineia uma pequena fratura nessa família. São pessoas com interesses distintos que precisam negociar seus sonhos em prol da convivência mútua. No entanto, com a abertura de novas possibilidades, o grupo de personagens encontra novas possibilidades.
Paulo se torna amigo de Macedo (Guti Fraga, de "Show de Bola"), um morador de favela, cujo filho foi assassinado na sua frente depois de envolvimento com o tráfico de drogas. Esse personagem forma um contraponto interessante com o professor. Ele mora no morro, mas é dono de sua casa própria, enquanto o outro ainda paga aluguel.
Teresa, por sua vez, se envolve com João (Gustavo Falcão, de "A Máquina"), que conhece quando visita, na companhia do marido e da filha, o apartamento que o rapaz está vendendo. A mulher, na verdade, se torna amante do imóvel, mais do que do outro personagem. Estar ao lado dele é uma segurança para não perder a chance de poder comprar esse imóvel quando ela e sua família conseguirem juntar dinheiro suficiente.
É dessa forma, por meio de lugares onde os personagens moram, que Reis traça o perfil da classe média carioca distante da badalação de bairros como Copacabana e Ipanema. Na tela, estão suburbanos de bom coração em busca de um lugar para chamar de seu. Ainda assim, esses personagens se recusam a ser definidos por sua moradia. Macedo mora no morro - mas não corresponde ao estereótipo que o cinema concebeu para uma pessoa como ele, por exemplo.
Na contramão dos clichês pré-concebidos também estão os dois atores centrais - ambos premiados no Cine PE-2009. Diaz e Maria já haviam trabalhado juntos em "Os Matadores" (1997) e aqui repetem a parceria. No entanto, estão bem diferentes daqueles papéis que tanto o cinema como a televisão insistem em criar para eles.
É de se questionar por que Maria Padilha não faz mais papéis no cinema. Mais conhecida no teatro e na televisão, aqui a atriz tem chance de mostrar a sua versatilidade, interpretando com honestidade uma dona-de-casa suburbana que também trabalha fora de casa para ajudar na renda e se deixa seduzir por um sonho simples - nem tão ambicioso, assim, de ter a sua casa própria.
Aqueles acostumados a vê-la em papéis de mulheres ricas e sofisticadas nas novelas e séries da Globo - atualmente, ela está no ar na série "Cinquentinha" - irão se surpreender.
Documentarista experiente, Reis estreia na ficção com esse drama que no Cine PE também levou prêmios de atriz coadjuvante (Isabella), melhor diretor e o troféu da crítica. Aqui, ele busca um meio-termo entre a ficção e o documental, combinando a narrativa com um registro do cotidiano nas ruas da Tijuca, além de uma entrevista com Aldir Blanc, morador notório do bairro e autor de "O Bêbado e o Equilibrista" (em parceria com João Bosco).
Em seu depoimento, o letrista destaca a Tijuca como a união entre a classe média e o morro. É exatamente esse o ângulo que "Praça Saens Peña" procura e consegue achar na maior parte do tempo.sábado, 15 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
Filme " Praça Saens Peña"
Maria Padilha sendo seguida pela equipe do Filme " Praça Saens Peña" para captação de imagens
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