Mostrando postagens com marcador Crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crítica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A Regra do Jogo – Semana 5×25-30

Maria Padilha está bem como a amante de Feliciano e Gibson. A atriz é divertida, tem timing para a comédia e pode render. Porém, ainda está um tanto quanto deslocada na trama. É preciso inseri-la melhor.

FONTE:http://www.boxdeseries.com.br/site/regra-do-jogo-semana-5x25-30/

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Maria Padilha

Maria Padilha


 maria padilha

Maria Padilha Gonçalves, conhecida por Maria Padilha (Rio de Janeiro, 8 de maio de 1960), é uma atriz brasileira. Ao longo de sua carreira, vem alternando seu trabalho nos palcos, inclusive como produtora teatral, com trabalhos no cinema e na televisão. Fez diversos cursos, como o Tablado, de Maria Clara Machado onde atuou em espetáculos infantis. Começou a carreira de atriz em 1975, com a peçaMaroquinhas fru-fru, no Teatro Opinião. Quatro anos depois, juntou-se a um grupo de jovens amigos, entre eles Paulo Reis, Miguel Falabella, Daniel Dantas, Rosane Goffman, Fabio Junqueira, Zezé Polessa e produziram O Despertar da Primavera (1979). A montagem deu origem ao grupo Pessoal do Despertar, do qual participou ativamente atuando e produzindo em todos os espetáculos, como:Happy End (1980), pelo qual Maria foi indicada ao Prêmio Mambembe de melhor atrizA Tempestade (1982); e O Círculo de Giz Caucasiano (1983), último espetáculo do Pessoal do Despertar. Sob a direção de Aderbal Freire Filho, integrou o elenco de As You Like It ouUma Peça Como Você Gosta, 1985. Em 1986, atuou em Amor por Anexins, e destacou-se no espetáculo A Bandeira dos Cinco Mil Réis. Em 1987, produziu e atuou em Lúcia McCartney. Em 1989, realizouLulu. Seguiram-se La Ronde (1991), No coração do Brasil (1992) e A Falecida (1994). Em 1996, atuou em O Mercador de Veneza. Em 1999, interpretou a Macha de As Três Irmãs. No mesmo ano, assumiu a direção artística do Teatro Glória. Em 2001, esteve em Mão na Luva. Em 2006, fez  Antônio e Cleópatra. Maria Padilha estreou no cinema em 1982, em Das tripas coração. Em 1986, atuou em Vento Sul. Na década de 90, esteve no elenco de Boca de ouro (1990), Sábado(1994),  Os matadores (1997), primeiro longa-metragem de Beto Brant, ganhador do prêmio da crítica em Gramado, e Zoando na TV(1999). Em 2008, fez  Fim da linha e  Saens Peña – estação final(2009).  Em 2007, fez uma participação especial na novela Paraíso Tropical, e participou também de um episódio do seriado Toma Lá Dá Cá. No mesmo ano, no teatro, a atriz esteve em Cordélia do Brasil. Em 2009, a atriz participou da minissérie Cinquentinha. Fez inúmeros trabalhos no teatro, cinema e televisão e foi capa da revista Playboyem março de 1994. Na TV destacou-se em novelas da Rede Globo como Água VivaMico PretoO Dono do MundoAnjo MauO Cravo e a RosaMulheres Apaixonadas e Lado a Lado.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Com estética e elenco de primeira, 'Lado a Lado' merecia mais atenção



Lado a Lado é a novela das seis mais subestimada dos últimos anos. Com trama envolvente, atuações fortes, figurino, fotografia e cenários irretocáveis e um elenco digno de horário das nove, o folhetim assinado pela dupla João Ximenes Braga e Claudia Lage – estreantes no posto de autores principais – não conseguiu conquistar as massas. Claramente superior às tramas anteriores e de números de audiência medianos, como Amor Eterno Amor e A Vida da Gente, a novela, que chega ao fim esta semana, será lembrada como a pior média de audiência do horário das seis dos últimos anos na TV Globo, em torno de 17 pontos. O que leva a crer que, na televisão, qualidade e bons índices no Ibope nem sempre andam juntos. Apesar da exuberância técnica e das boas interpretações, nota-se que, desde a estreia, a novela já havia obtido números insatisfatórios. Em franca queda livre, chegou a amargar 13 pontos em alguns capítulos. Inicialmente, culpou-se o lançamento em pleno horário político. Logo depois, o horário de verão. Até que o didatismo da trama ficou na mira da crítica.
Com texto de alto valor histórico, os autores até tentaram, mas era impossível ambientar a novela em pleno Brasil pós-abolição da escravatura sem adotar um tom mais didático em seus diálogos. Aliado a isso, foi sintomático o pessimismo geral da emissora e do público em relação à popularidade das tramas que se seguiram após o sucesso de Cheias de Charme eAvenida Brasil, que gerou a impressão de que o telespectador estava de "ressaca" da teledramaturgia. Quem não acompanhou o folhetim dirigido por Dennis Carvalho, perdeu a chance de ver a evidente química dos casais protagonistas da história: Laura e Edgar – de Marjorie Estiano e Thiago Fragoso – e Isabel e Zé Maria – de Camila Pitanga e Lázaro Ramos. Românticos e clichês, em cena, os tipos elaborados por Marjorie e Thiago pareciam mesmo aqueles casais doces dos contos de fadas. Na contramão da doçura, os entraves passados pelos personagens de Camila e Lázaro conseguiram representar a coragem dos negros durante o início do século 20.
Se toda novela que se preze precisa de uma boa vilã, Patrícia Pillar e sua Constância mantiveram o nível de maldades no topo, com uma construção bem elaborada da atriz para a mulher com sede de poder e carente de sentimentos reais. Outro ponto positivo foi o núcleo cômico capitaneado por Paulo Betti e Maria Padilha, que garantiu leveza e risadas com humor fino e repleto de ironias e comparações entre passado e presente. Tudo isso sob a linda e cinematográfica luz assinada pelo experiente Walter Carvalho – diretor de fotografia de filmes como Central do Brasil e Carandiru –, em cenas embaladas por canções como O Mundo é um Moinho, de Cartola, interpretada por Beth Carvalho, além de músicas de Marcelo Jeneci, Marcelo D2 e dos pernambucanos da Nação Zumbi. Misturadas no tempo, espaço e som, trilha e cenas evidenciavam a modernidade, agilidade e fluidez de uma novela que merecia ter tido mais atenção.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

'Lado a lado' esbarra em clichês, mas tem ótima história


Ambientada no início do século passado, “Lado a lado” tem tido êxito em cativar o público com discussões que nos dias de hoje praticamente já não fazem sentido. Tudo porque conta com uma trama bem-construída, empolgante, feita de intrigas, desencontros amorosos, vilões e mocinhos clássicos. Retratar passagens históricas, como a Revolta da Vacina, ou a da Chibata, não requer atualização, depende fundamentalmente de boa pesquisa. Mas falar de comportamentos já superados e levar o telespectador, de forma natural, a embarcar em outro sistema ético é mais difícil. João Ximenes e Claudia Lage, os autores da história das 18h, vêm conseguindo.
Um exemplo disso é a emancipação feminina. Tudo mudou muito desde 1910, quando Isabel (Camila Pitanga) foi rejeitada pelo pai, Afonso (Milton Gonçalves), por ter dançado em Paris. O barbeiro não consegue compreender a profissão da filha. Pela mesma razão, Zé Maria (Lázaro Ramos), a quem ela ama desde os primeiros capítulos, também hesitou bastante antes de se reaproximar dela. Paralelamente, Isabel aparece mantendo discussões com Diva (Maria Padilha) sobre as limitações impostas às mulheres. Diva, atriz, é outra dona de uma vida pouco ortodoxa para aqueles tempos. Laura (Marjorie Estiano), a principal mocinha, ousou se separar do marido. Com isso, sofre represálias da mãe, do padre, de quase todos. Nenhum desses acontecimentos — improváveis nos dias atuais — pareceu incompreensível para o público.
“Lado a lado” tem suas derrapadas e volta e meia esbarra em verbetes explicativos e clichês. Nada disso, porém, é dominante ou invalida as qualidades da novela. Sua história é cheia de fôlego e emana verdade. Por isso empolga.

FONTE: Patrícia Kogut 



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A estrela Maria Padilha


Uma diva! tal & qual sua personagem na novela das seis da Globo, Diva Celeste, ou melhor, Maria Padilha é uma dessas atrizes que não podem, de forma alguma, ficar longe da telinha e mesmo as poucas aparições na tevê, ela sempre brilha, uma estrela que só enaltece uma trama. Diva Celeste junto com a Neusinha (M. Clara Gueiros) e cia são os personagens mais engraçados da atualidade na televisão, bárbaro! A primeira vez que a vi em novelas foi em O Dono do Mundo, 1991, tinha oito anos na época e já era apaixonado por Glória Pires, portanto, eu odiava a Karen (Maria Padilha) com todas as forças, ficava indignado como alguém poderia fazer mal a uma criatura como a Stella (Glória). Sei que ela fez depois O Mapa da Mina, lembram dessa?, mas eu não me recordo dela propriamente, e sim da Malu Mader e da Carla Marins, foi nessa trama que vi pela primeira vez uma tatuagem na vida, acreditam?  Poucos vão lembrar, mas tinha uma novelinha do Sbt que se chamava Colégio Brasil, foi em 1996, e Maria Padilha era a protagonista, talvez essa foi sua única protagonista, era a Nair, uma mulher apaixonante assim como a Hilda de Mulheres Apaixonadas, 2003, mas foi com a Stella de Anjo Mau que toda aquela minha raiva da Karen passou e justo interpretando uma Stella (uau), numa dessas incríveis coincidências da vida. Passei a admirá-la, aliás, mais crescido tive a certeza, somente grandes atrizes conseguem fazer com que odiamos e amamos uma pessoa, pelo personagem. O elenco de Lado a Lado é todo ele extraordinário, mas não é que a loira ex-má e com um talento incrível pra comédia vem se destacando, pudera né! É Maria Padilha gente! Soberba! Amo rir e não é todo mundo que consegue fazer rir, thanks Stella, Hilda, Dinorá (ela em O Cravo e a Rosa, outro sucesso), Diva Celeste, e saudades dela como vilã, saudade de sentir ódio da Karen. Palmas! E ainda quando pequeno sempre achei que ela e René Russo eram as mesmas pessoas. :)hotel em florianopolis barato

FONTE: Blog Mr. TV 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Gawronski recria com inventividade Cordélia Brasil

 

Gawronski recria com inventividade Cordélia Brasil
Luís Francisco Wasilewski

2008 pode ser considerado o ano do (re) descobrimento do teatro de Antônio Bivar. Há poucos meses, Gustavo Paso dirigiu Alzira Power. Agora é a vez de Gilberto Gawronski mostrar a sua leitura de Cordélia Brasil.
Cordélia Brasil é um marco na história do teatro brasileiro. Norma Bengell chegou a ser presa por representar a funcionária pública que para sustentar o marido, o lunático e preguiçoso Leônidas, se prostitui nas horas livres. O acerto da direção de Gilberto foi transportado para encenação todo o universo fantasioso onde estão Leônidas, Rico, o jovem que entra na vida do casal e Cordélia, que apesar de ser a personagem com os pés mais fincados na realidade, também envereda pela fantasia.
Esta atmosfera onírica está presente nos belos e coloridos figurinos de Marcelo Pies e na iluminação de Maneco Quinderé. Além disso, Gilberto lança mão de um recurso que já havia utilizado em outra encenação sua: Do outro lado da tarde, de Caio Fernando Abreu (autor por sinal, pertencente à geração de Bivar não só por idade, mas por afinidade). O recurso a que me refiro é do espectador interagir com os atores através da utilização de bolinhas de sabão que a platéia solta em um determinado momento da peça.
Toda essa inventividade da montagem não impediu que Gilberto conduzisse bem o belo trio de atores na peça. Cadu Fávero apresenta a indolência e a fantasia de Leônidas. George Sauma vivendo Rico já desponta como um dos grandes atores de sua geração. E Maria Padilha, que já foi a Zulmira de A falecida, a Pórcia de O mercador de Veneza, mais uma vez, alcança um grande desempenho fazendo a sua Cordélia ora cômica, ora dramática.
Portanto, esqueça o crítico casmurro que destruiu o espetáculo. Vá assistir Cordélia Brasil. Conheça um clássico de nossa dramaturgia e brinque com as bolinhas de sabão. É tão bom!

FONTE: Crítica enviada pelo Luís Francisco Wasilewski - foi publicado no Site Aplauso Brasil em Agosto de 2008.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Notas 10 para Maria Padilha Via Patrícia Kogut


Nota 10
versatilidade dela e o seu talento. Camila passou todas as emoções que a personagem sentia. As cenas foram muito tristes, principalmente por sabermos que o filho da Isabel não morreu. Dez para Maria Padilha, Milton Gonçalves e Zezeh Barbosa.









Nota 10
para lado a lado as cenas de isabel e toda a dor da mãe que perde um filho foram emocionantes,camila pitanga interpretou as cenas como há muito não se via.maria padilha,marjorie estiano,patricia pillar zezé barbosa e milton gonçalves foram perfeitos a novela pode até ter uma audiencia baixa mas é









Nota 10
Para a linda novela Lado a Lado. Bom contexto histórico, excelente enredo, atores maravilhosos em grandes interpretações. Marjorie Estiano, Patrícia Pillar, Milton Gonçalves são destaques. Outros ótimos como Paulo Betti, Maria Padilha, Sheron Menezes. Difícil entender a baixa audiência.









Nota 10
10 para Camila Pitanga e Maria Padilha na cena em que trocaram o filho da Isabel por um bebê morto. As atrizes foram ótimas. Camila foi perfeita conseguiu transmitir com muita verdade a dor de uma mãe que perdeu seu filho. Parabéns! "Lado a Lado" me emociona todos os dias!









Nota 10
Para José de Abreu, no "Estrelas". O talentoso ator mostrou-se emocionado com o reconhecimento pelo seu trabalho em "Avenida Brasil" e acabou tirando a tão falada barba, numa entrevista simpática.
Para Camila Pitanga e
Maria Padilha, Rafael Cardoso e Marjorie Estiano, nas reações à gravidez da Isab

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

LADO A LADO E PRO ALTO!


































Lara Romero,  nossa crítica que não é cricrítica, só foi ver os capítulos todos de “Lado a Lado”, a atual novela das 6, muito depois da estréia, no que ela chama de “santo Google” (que é o padroeiro de nós todos). E nesse artigo, ao seu estilo “à Altiva Pedreira”, cheio de interjeições em inglês, ela nos diz o quanto a novela a agradou e a surpreendeu.
A comédia está presente em vários núcleos, com atores e atrizes que dão conta do recado: tem a Diva Celeste (Maria Padilha) com a Neusinha (Maria Clara Gueiros) & Cia enorme ilimitada, a gracinha estabanada da Celinha (Isabela Garcia) e a família do delegado Praxedes (Guillerme Piva). Além disso, alguns personagens mais densos ou corruptos também têm seu lado ou momento cômico. Comédia às 18 horas, às 19 horas e a qualquer hora sempre é bem vinda. Entretanto certo equilíbrio é interessante pela riqueza de temas da novela e para variar o tempero da comida (e para não opacar quem é núcleo cômico por excelência).  Acho que a chegada de outra malvada, Catarina (Alessandra Negrini), uma cantora lírica tão má e bela como a Pillar, ajudará nesse equilíbrio.
FONTE: Aguinaldo Silva Digital

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Relembre o melhor e o pior da TV nesta semana

Mario Cavalcanti (Paulo Betti) e Diva Celeste (Maria Padilha)
- A novela "Lado a Lado". A cena entre Isabel (Camila Pitanga) e o pai (Milton Gonçalves), que foi pedir perdão à filha (que está grávida) por tê-la expulsado de casa foi belíssima. Milton arrebentou. Não por acaso a sequência ocorreu no teatro e, diga-se de passagem, o núcleo de Paulo Betti e Maria Padilha está ótimo na trama.


FONTE: Blogs de TV YAHOO

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cordélia Brasil | Críticas sobre a peça

CordéliaDepois de 30 anos, Cordélia Brasil, peça escrita pelo escritor beat Antonio Bivar, renasce sob direção de Gilberto Gawronski, com Maria Padilha, Cadu Fávero e George Sauma no elenco. O texto de Bivar propõe uma encenação realista com exageros tropicalistas. Um Brasil que muitas vezes abandonava suas cores para se americanizar.
Para sustentar seu companheiro Leônidas, que sonha em ser escritor de histórias em quadrinhos, Cordélia, além de trabalhar como auxiliar de escritório, começa a se prostituir. Ela traz para casa um jovem de 16 anos, Rico, que acaba morando com eles. Forma-se então um triângulo, em que se insinua a cumplicidade entre os dois homens, já que Rico se identifica com o comportamento de Leônidas para com Cordélia. A relação torna-se cada vez mais conflituosa, acabando por precipitar um desfecho trágico que, paradoxalmente, é tratado de forma poética e absurda. 

"Suicídio tropical. À medida que o desfecho se aproxima, Bivar introduz no tom de realismo, até então característico da peça, um surpreendente elemento de fantasia, que cresce e se expande com enorme rapidez, a ponto de acabar por sobrepor-se, inexoravelmente, ao realismo. A saída final de Leônidas se desenrola num clima de alucinada lógica sem lógica, que me faz pensar, toda vez que releio a peça, em "Pierrot lê Fou", de Godard; e o suicídio de Cordélia é, ao mesmo tempo, comovente e engraçado na sua cafonice: As últimas palavras da heroína, que se referem à marca que ela deixará da sua personagem pela terra - uma fotografia para qual pousou nua, na praia, a pedido de um fotógrafo americano -, constituem uma das mais poéticas contribuições para a antologia de nosso florescente tropicalismo. A facilidade com a qual Bivar conseguiu passar do Realismo para a fantasia me pareceu constituir a mais evidente prova do seu talento." YAN MICHALSKY( Jornal do Brasil, RJ, 1968)


"Em Cordélia, Bivar trata, sim, de um mundo marginalizado, mas não faz estardalhaço do fato, e, o que é mais importante, não extrapola interpretações definitivas da precária organização social que gerou aquele fragmento de inferno que mata pacientemente os que o habitam: em mundos menos absurdos, pode-se morrer por causas nobres e justificáveis, com o acompanhamento de um grande gesto; no mundo de Bivar, onde o trágico passa por banal, morre-se por um cigarro que alguém roubou." TITE DE LEMOS (O País, RJ, 1968)

"O talento nascente do jovem dramaturgo Antonio Bivar é inconteste. Há, em meio ao indomado caos, o importante que Antonio Bivar flagrantizou dentro da sua atitude negativa, a furiosa necessidade de afirmação e de registro que as criaturas têm na passagem por este velho e selvagem mundo. Este aspecto, o mais fundo da peça de Bivar, nos leva a algo para afirmarmos que existimos. Cordélia Brasil ficaria lembrada por uma fotografia, nua, como veio ao mundo. Cordélia Brasil é uma peça essencialmente moral." VAN JAFA (Correio da Manhã, RJ, 1968)

"A peça de Bivar é muito engraçada, muito terna e muito cruel. O marginalizado da classe média vivendo uma situação absurda de sobrevivência, desinteressando-se não só pelo destino da sociedade em que vive mas até mesmo pelo seu destino individual." LUIZ ALBERTO SANZ (Ultima Hora,RJ, 1968)

"Bivar possui uma força poética extraordinária e uma contundência poucas vezes vista entre os nossos autores." FAUSTO WOLFF( Tribuna da Imprensa, RJ, 1968)

FONTE: Portal SESCSP

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Nota do Blog da Patrícia Kogut

Nota 10
Outro dez para Camila Pitanga e Beatriz Segall em "Lado a Lado". As atrizes foram excelentes na cena em que Madame Besançon expulsa Isabel de casa. Mais elogios para a bonita cena de amizade entre Isabel e Laura. Marjorie Estiano e Camila têm ótima sintonia. Maria Padilha merece dez também.
FONTE: Patrícia Kogut

sábado, 29 de setembro de 2012

Crítica do Espetáculo A FALECIDA

Zulmira & Pimentel
Maria Padilha & Oscar Magrini

Espetáculo A FALECIDA
Data de realização: 1994
Local: Rio de Janeiro

Maria Padilha interpreta a moribunda de Nelson Rodrigues em A Falecida, com direção de Gabriel Villela. A crítica Barbara Heliodora nota que "Maria Padilha tem atuação muito superior a seus trabalhos anteriores e faz uma Zulmira marcante". Macksem Luiz, por sua vez, comenta: "Sobre Maria Padilha recai a maior responsabilidade de circular pela ritualidade e pelo melodrama que o encenador impõe. A atriz sustenta com vigor o plano ritual (...)" Produção Associada de Maria Padilha e Barata Comunicação

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CRÍTICA: ‘Lado a lado’ ainda em busca de naturalidade



“Lado a lado”, novela das 18h da Globo, constrói uma conexão entre o tempo em que a história é ambientada (o início do século passado) e os dias de hoje. Uma mostra disso são os playboys de então — Umberto (Klébber Toledo), Teodoro (Daniel Dalcin) entre outros. Eles dizem frases que caberiam perfeitamente na boca de quem nasceu bem depois, mas se comporta da mesma maneira. Também é possível achar correspondência entre os conflitos familiares das duas épocas. Essa rede que liga 1903 a 2012 não ajuda apenas a atribuir um sentido mais amplo às tramas. Ela evoca os arquétipos por trás de cada personagem, conferindo a eles uma dimensão maior. Desviar dos sotaques foi outra boa escolha. Nada do português mais arcaico, todo mundo diz “pra” e até algumas gírias contemporâneas surgem de vez em quando. Essas diferenças aparadas facilitam a identificação do público com os dramas amorosos que carregam a história de João Ximenes Braga e Cláudia Lage. Tudo isso fecha com uma trilha sonora que faz uma ponte entre um período da formação do samba e da organização do carnaval urbano e o panorama atual da música.

Apesar desses acertos de conceito e de realização (a direção é de Dennis Carvalho), há derrapadas que precisam de conserto. Se o objetivo é a naturalidade, não se pode cair nos verbetes explicativos. Quem foi Tia Ciata e os primórdios do futebol no Brasil são dois exemplos de temas abordados de forma forçada. Uma cena recente chegou a constranger. Nela, Fernando (Caio Blat) leu para os amigos em voz alta as regras do futebol. “The football match”, começou ele, que seguiu: “a partida é jogada por duas equipes”. E continuou: “Corner é o desvio da bola pela linha de fundo. Dribbling é quando eu engano o oponente”.
Nada disso combina com a viagem que “Lado a lado” — tão bem-produzida e com enredo empolgante — vem proporcionando ao público.

  FONTE: Blog Patrícia Kogut

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ESTREIA-"Praça Saens Peña" contrapõe clichês sobre o Rio


SÃO PAULO (Reuters) - Qual a relação que as pessoas têm com o espaço que as cercam? É por esse caminho que são trilhados os primeiros passos de "Praça Saens Peña", drama de Vinícius Reis. No centro da trama está o espaço público que empresta o título ao longa - mas é apenas uma metáfora para algo mais complexo que o cineasta e roteirista está escavando.
O filme, que já estreou no Rio, chega na sexta-feira aos cinemas de São Paulo.
Paulo (Chico Diaz, de "Amarelo Manga") é um professor de literatura que vive com sua mulher, Teresa (Maria Padilha, de "Os Matadores"), e a filha, Bel (a estreante Isabella Meirelles), num pequeno apartamento na Tijuca, nos arredores da Praça Saens Peña.
O dinheiro sempre está curto, mas eles levam uma vida sem grandes problemas. Quando o professor é convidado a escrever um livro sobre o bairro, os três veem nesse pagamento a possibilidade de mudança.
Teresa decide que está na hora de comprarem o apartamento próprio e começa a andar pelas ruas do bairro em busca de um novo imóvel. Bel e Paulo, porém, precisam dividir o mesmo computador velho - ela para os estudos, ele para o trabalho - o que se torna razão de constantes atritos.
Aos poucos, o roteiro, também assinado por Reis, delineia uma pequena fratura nessa família. São pessoas com interesses distintos que precisam negociar seus sonhos em prol da convivência mútua. No entanto, com a abertura de novas possibilidades, o grupo de personagens encontra novas possibilidades.
Paulo se torna amigo de Macedo (Guti Fraga, de "Show de Bola"), um morador de favela, cujo filho foi assassinado na sua frente depois de envolvimento com o tráfico de drogas. Esse personagem forma um contraponto interessante com o professor. Ele mora no morro, mas é dono de sua casa própria, enquanto o outro ainda paga aluguel.
Teresa, por sua vez, se envolve com João (Gustavo Falcão, de "A Máquina"), que conhece quando visita, na companhia do marido e da filha, o apartamento que o rapaz está vendendo. A mulher, na verdade, se torna amante do imóvel, mais do que do outro personagem. Estar ao lado dele é uma segurança para não perder a chance de poder comprar esse imóvel quando ela e sua família conseguirem juntar dinheiro suficiente.
É dessa forma, por meio de lugares onde os personagens moram, que Reis traça o perfil da classe média carioca distante da badalação de bairros como Copacabana e Ipanema. Na tela, estão suburbanos de bom coração em busca de um lugar para chamar de seu. Ainda assim, esses personagens se recusam a ser definidos por sua moradia. Macedo mora no morro - mas não corresponde ao estereótipo que o cinema concebeu para uma pessoa como ele, por exemplo.
Na contramão dos clichês pré-concebidos também estão os dois atores centrais - ambos premiados no Cine PE-2009. Diaz e Maria já haviam trabalhado juntos em "Os Matadores" (1997) e aqui repetem a parceria. No entanto, estão bem diferentes daqueles papéis que tanto o cinema como a televisão insistem em criar para eles.
É de se questionar por que Maria Padilha não faz mais papéis no cinema. Mais conhecida no teatro e na televisão, aqui a atriz tem chance de mostrar a sua versatilidade, interpretando com honestidade uma dona-de-casa suburbana que também trabalha fora de casa para ajudar na renda e se deixa seduzir por um sonho simples - nem tão ambicioso, assim, de ter a sua casa própria.
Aqueles acostumados a vê-la em papéis de mulheres ricas e sofisticadas nas novelas e séries da Globo - atualmente, ela está no ar na série "Cinquentinha" - irão se surpreender.
Documentarista experiente, Reis estreia na ficção com esse drama que no Cine PE também levou prêmios de atriz coadjuvante (Isabella), melhor diretor e o troféu da crítica. Aqui, ele busca um meio-termo entre a ficção e o documental, combinando a narrativa com um registro do cotidiano nas ruas da Tijuca, além de uma entrevista com Aldir Blanc, morador notório do bairro e autor de "O Bêbado e o Equilibrista" (em parceria com João Bosco).
Em seu depoimento, o letrista destaca a Tijuca como a união entre a classe média e o morro. É exatamente esse o ângulo que "Praça Saens Peña" procura e consegue achar na maior parte do tempo.

“No Rio, bons momentos no teatro” por Sábato Magaldi, Jornal da Tarde, 1985.

 


"De perto de 30 espetáculos em cartaz no Rio de Janeiro, vários já foram comentados aqui, ao longo de muitos meses, o que é a prova objetiva de sua aceitação pelo público(...) Outra estréia estimulante é a de uma peça como você gosta, título que Geraldo Carneiro deu a sua tradução e adaptação de 'AS YOU LIKE IT', de Shakespeare. Por incrível que pareça, esse trabalho, o mais difícil, tratando-se de uma comédia muito particular, é o que ficou plenamente realizado na ótica feliz do adaptador(...) A força do texto e a vitalidade de muitos intérpretes mantem o encanto da trama. A destacar a figura sempre envolvente de Maria Padilha, que valoriza o charme necessário no papel de Rosalinda. A seu lado, as vezes, desdobrando-se em várias personagens, Ângela Rebello (Célia), Xuxa Lopes (Febe), Henri Pagnoncelli (Duque), Ricardo Blat (Bobo), Ricardo Kosovski (Orlando), Alexandre Dacosta (Carlos), Fábio Junqueira e outros. No conjunto, pela simpatia juvenil, um espetáculo que se recomenda.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Autor de Novelas Aguinaldo Silva fala da vontade de trabalhar com Maria Padilha

SERÁ "ELA" A QUARTA "CINQUENTINHA"?

__________________________________________________________________
Ô QUÊ?!
Saiu no jornal que a quarta CINQUENTINHA será Maria Padilha?
Meu Deus, aqui no meu exílio em Lisboa estou mais por fora que umbigo de brasileira.
Eu juro que não sabia de nada! Esconderam até de mim!
Será verdade? Não posso responder. Mas se for, confesso a vocês que a aprovo a escolha de Wolf Maya com louvor.
Sempre quis trabalhar com Maria Padilha, mulher classudérrima e atriz refinada, mas nunca tive chance. Morria de inveja de vê-la a brilhar nas novelas do Gebê – Gilberto Braga para os íntimos -, pois percebia que ela era uma das raras atriz brasileiras que sabiam como descer uma escadaria.
Tenho certeza que, se realmente essa notícia for verdadeira, ela vai arrasar no papel de Leonor Berganti, a condessa falida, mãe de Carlo, o gay malvado que é também seu cúmplice.
Mas atenção, ô bando de fifis: eu já disse e reafirmo que não sei de nada, foram vocês que noticiaram, portanto, se depois não for verdade, não me culpem... E muito menos culpem a Maria Padilha.

 


Fonte: Blog Aguinaldo Silva Digital

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Em crônica publicada no jornal nesta quarta-feira, Artur Xexéo comenta trabalho de Maria Padilha no teatro




Em crônica publicada no jornal nesta quarta-feira, Artur Xexéo comenta trabalho de Maria Padilha no teatro 





O começo nem sempre é difícil, Maria Padilha: O namoro com o teatro deu certo. Nem precisa tentar outra vez
Eles ficaram conhecidos como "os grupos" e deram as cartas, por muito tempo, na programação teatral carioca. Começaram despretensiosamente. Num espaço, no Centro da cidade, uma turma liderada por Buza Ferraz apresentou "Cabaré Valentim". Quase simultaneamente, outra turma, dirigida por Paulo Reis, mostrava "O despertar da primavera". Em pouco tempo, não se falava de outra coisa. Foram espetáculos tão marcantes que os grupos que os representaram adotaram seus títulos como nomes próprios. Um ficou sendo o Pessoal do Cabaré; o outro, o Pessoal do Despertar. Começava ali a temporada dos grupos, todos formados na platéia do Asdrubal Trouxe o Trombone, trazendo ao teatro do Rio uma geração que, até hoje, está por aí, em alguma manifestação artística perto de você.


Gilda Guillon, Guida Viana, Pedro Cardoso, Felipe Pinheiro, Tim Rescala, Angela Rabelo, Miguel Falabella, Fabio Junqueira, Eduardo Lago, Daniel Dantas, Zezé Polessa... era muita gente. Ah... e Maria Padilha.


Esta coluna é sobre Maria Padilha. Como jornalista, não era fácil lidar com "os grupos". Eles não aceitavam que um ou outro se destacassem nesse ou naquele espetáculo. Afinal, eram grupos. Se alguém era procurado para dar uma entrevista, tinha que ser com todos. Você marcava com um e, na hora agá, apareciam 15. Mas era quase impossível não admitir que Maria Padilha era um destaque no Pessoal do Despertar. Na primeira peça, "O despertar da primavera", de Frank Wedekind, em 1979, ela fazia um corcunda que matava o público de tanto rir. Mas foi em "Happy-end", de Kurt Weill, Elisabeth Hauptmann e Bertolt Brecht, no ano seguinte, na arena do Teatro Candido Mendes, que o público se apaixonou por Maria definitivamente. Foi uma aparição. Linda e talentosa - que mais o teatro poderia querer? Não foi por acaso que ganhou uma indicação de melhor atriz para o Prêmio Mambembe.


Maria Padilha tem um humor muito peculiar. Certamente influenciada por Marília Pêra - o Pessoal tinha Marília como uma deusa -, ela se livrou da influência sem perder um jeito Marília de interpretar. É Marília, mas é Maria também.


O espetáculo seguinte é histórico. O Pessoal do Despertar ocupou a piscina do Parque Lage para fazer "A tempestade". Quem viu viu. Quem não viu nunca vai saber o que era aquela juventude se entregando ao texto de Shakespeare e às águas de uma piscina que já havia ficado célebre em cenas do filme "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade. Inesquecível.
Os grupos começaram a acabar quando se oficializaram. No Governo Brizola, eles ganharam os teatros do estado. O Pessoal do Cabaré foi para o Glaucio Gill; o do Despertar, para o Villa-Lobos. O Despertar montou "O círculo de giz caucasiano". E acabou.


Mas Maria foi em frente. Esteve em outro - "Uma peça como você gosta" -, "Amor por anexins", "A bandeira dos cinco mil réis"... Em "A bandeira..." Maria iniciou atividades de produtora. E foi em frente: "Lucia McCartney", "O mercador de Veneza", "As três irmãs", "Mão na luva", "Antônio e Cleópatra"... talvez seja a atriz de sua geração que mais representou Shakespeare no Rio.
É curioso perceber que muita gente dos grupos está em cartaz no momento. Buza Ferraz está lançando um centro cultural no Leblon. Pedro Cardoso faz parte do elenco de "A casa da mãe Joana", o mais recente sucesso de Hugo Carvana no cinema. Miguel Falabella escreve a próxima novela das seis, "Negócio da China". E Maria Padilha... Maria está no teatro, ora. Produzindo e atuando. Ela é a estrela da remontagem de "Cordélia Brasil", de Antonio Bivar, na arena do Espaço Sesc em Copacabana.


Não é a melhor peça do seu currículo. Mas a culpa não é dela. Maria defende com garra o personagem que Norma Bengell criou em 1968. Nem de Gilberto Gawronsky, um diretor que tem sempre uma visão criativa dos espetáculos. Nem do elenco de apoio - o ótimo Cadu Fávero e o promissor George Sauma. Nem de Bivar, que continua interessante 40 anos depois. Talvez "Cordélia Brasil" seja um texto de ocasião. Fazia todo o sentido em 1968. Mas é difícil embarcar nele hoje.
Mas o fato de "Cordélia Brasil" não ser o melhor espetáculo em cartaz pouco importa. O importante é que Maria Padilha está em cena. E, se eu fosse você, não perderia a oportundiade de ver na arena, mais uma vez, um pouquinho da Portia de "O mercador de Veneza", do Asqueroso de "O despertar da primavera", da Rosalinda de "Uma peça como você gosta"... Todas são um pouco a Cordélia. Todas são Maria Padilha. A Cordélia, nem tão bem-sucedida, deixa claro o amor de Maria Padilha pelo teatro. Mas, melhor que isso, deixa mais claro ainda o amor do teatro por Maria Padilha.