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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Há 10 anos estreava 'Mulheres Apaixonadas', sucesso das 21h




Maria Padilha, Christiane Torloni e Giulia Gam viviam três irmãs no folhetim Foto: TV Globo / Divulgação

Maria Padilha, Christiane Torloni e Giulia Gam viviam três irmãs no folhetim

Mesmo antes de escreverLaços de Família, exibida em 2000 pela Globo, Manoel Carlos já planejava criar uma trama chamada Mulheres Apaixonadas. E exatamente como a que foi produzida e estreava no horário nobre em 17 de fevereiro de 2003. Cheia de mulheres que, de fato, demonstravam paixão por alguém. Ou, em alguns casos, até uma dependência absurda emocional e psicológica. 
"Tinha a que era apaixonada pelo filho, pelo homem que a espancava, até pelo álcool", lembra o autor, que entregou a protagonista Helena nas mãos de Christiane Torloni, em depoimento ao projeto Memória Globo. Curiosamente, na parte inicial da trama, era justamente ela a mulher que não se enquadrava tanto no título da história. Beirando os 40 anos, a mocinha era pouco convencional perto do que se costumava ver nas heroínas do horário nobre.
Primeiro, porque já começava a trama assumindo uma traição conjugal cometida em plena lua de mel. E inicialmente não combinava com o título porque se encontrava justamente em um momento de falta de desejo e paixão pelo marido Téo, vivido por Tony Ramos. "Não tinha nada de careta essa Helena e nem era uma mulher que ditasse princípios morais. Era movida a paixão, mas já não conseguia sentir isso pelo companheiro", recorda Christiane, que acredita ter sido chamada para o papel justamente pelo lado "politicamente incorreto" da personagem.
"A Jô, que fiz em A Gata Comeu, era capaz de dopar uma noiva para impedir um casamento. E a Dinah, de A Viagem, não era nada certinha. Ambas se modificaram em função do amor. Se tornaram, depois, mulheres melhores. Gosto desse tipo de papel", defende. No passado, Helena largara um namorado para engatar o romance com Téo. E era exatamente esse ex, um médico vivido por José Mayer, que despertava nela, mais uma vez, o desejo e a paixão da qual sentia falta.
Uma situação que poderia desagradar telespectadores mais conservadores. Mas isso não preocupou Christiane. "Não faço julgamento de personagens. É a humanização deles, aliás, que faz com que o público acredite e se envolva pela história. Fora que o ator deve ser fiel ao autor e este, ao seu público", filosofa a atriz. Como de costume, Manoel Carlos promoveu algumas campanhas de marketing social em Mulheres Apaixonadas.
Através da ciumenta Heloísa, irmã e confidente de Helena, papel de Giulia Gam, tornou conhecido o grupo MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas). Na trama, Heloísa sentia um amor descontrolado pelo marido Sérgio, de Marcello Antony, chegando a feri-lo com uma faca durante uma briga. Para se tratar, acabava recorrendo ao grupo de apoio. Além disso, Hilda, de Maria Padilha, a irmã mais velha de Helena, viu toda a felicidade de seu lar desmoronar ao descobrir um câncer.
Santana, personagem de Vera Holtz, era uma professora que lutava contra o alcoolismo, enquanto Dóris, de Regiane Alves, se rebelava e maltratava os avós idosos depois que eles se mudavam para a casa onde a menina vivia com os pais e o irmão, desencadeando uma discussão sobre o tratamento dado às pessoas da terceira idade. E Raquel, de Helena Ranaldi, sofria com a violência do marido Marcos, papel de Dan Stulbach.
Sendo que todas as atenções se voltaram mesmo para a campanha do desarmamento, lançada a partir de uma cena de tiroteio no meio do Leblon, zona sul do Rio. Na sequência, Téo levava um tiro na cabeça e sua ex-amante Fernanda, interpretada por Vanessa Gerbelli, era atingida no peito, morrendo alguns capítulos depois. "Naquela época, acho que a TV a cabo não tinha tanta força e a audiência era mais alta. A repercussão dessas cenas foi incrível. Tanto que me param para falar disso até hoje", conta Vanessa. 
Outro assunto discutido era a relação entre pessoas do mesmo sexo. Manoel Carlos decidiu colocar, no núcleo do colégio dirigido por Helena, um casal de meninas que se apaixonava e decidia levar a relação adiante, mesmo contra a vontade de uma mãe preconceituosa e de colegas que não viam com bons olhos aquele tipo de namoro. Paula Picarelli e Alinne Moraes deram vida às corajosas Rafaela e Clara, enquanto Roberta Gualda interpretava Paulinha, uma aluna homofóbica.
"Mas a menina má maltratava o pai, então o público não gostava dela. E outras amigas da escola protegiam o casal. Pesos e contrapesos que devem ser usados com critério para pegar os telespectadores que aprovam e os que não aprovam de maneira sensata", avalia Manoel Carlos. O autor criou muitos núcleos com vida própria, mas que se entrelaçavam, montando o "quebra-cabeça" de acordo com as respostas que recebia.
O resultado foi uma novela que ganhou uma legião de fãs e alcançou média geral de 47 pontos. Um número que é motivo de orgulho para toda a equipe. "Foi uma época maravilhosa. É, sem dúvida, um dos melhores trabalhos que já fiz", garante o diretor-geral, Ricardo Waddington. 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Maria Padilha dá seu depoimento sobre a Autor de Novelas Manoel Carlos


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“Não existe beco sem saída na vida. Sempre há um jeito de se safar.” 

(Manoel Carlos)

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“Considero Manoel Carlos, o nosso Maneco, o mestre da delicadeza e da sutileza. O autor que extrai o extraordinário do cotidiano. Tive a sorte de estrear na televisão em ‘Água Viva’, de Gilberto Braga com a colaboração do Maneco e de vinte e tantos anos depois fazer a Hilda de ‘Mulheres Apaixonadas’. A imensa humanidade dela me inspirou e me ensinou muito... Obrigada Maneco! Viva você!” 

(Maria Padilha – Atriz)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nota 10 para Maria Padilha na época de " Mulheres Apaixonadas "




Nota 10
Para a cena de Mulheres Apaixonadas em que Hilda (Maria Padilha) tirou a blusa e fez um auto-exame nos seios. Boa idéia do autor, Manoel Carlos, para uma seqüência bem-dirigida por Ricardo Waddington com uma corajosa Maria Padilha.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A batalha de Hilda

Personagem interpretada pela atriz Maria Padilha na trama “Mulheres Apaixonadas”, da Globo, enfrentará o câncer de mama, uma doença que atinge mais de 40 mil mulheres por ano, no Brasil
Márcia Pereira/AF - São Paulo (SP)

  Depois de retratar o alcoolismo e a violência doméstica, entre outros assuntos, Manoel Carlos, autor de “Mulheres Apaixonadas” (Globo), traz à tona o câncer de mama. Para chocar mais, o novelista escolheu a família perfeita, formada por Hilda (Maria Padilha), Leandro (Eduardo Lago) e Elisa (Giselle Policarpo). “Hilda vai ter um câncer justamente por ser um exemplo de alegria. Os exemplos só funcionam quando a desgraça bate à porta da pessoa feliz. Para os infelizes, já se espera tudo”, explica o autor, que abordou a campanha em “História de Amor” (1995).
  Segundo ele, estava previsto um caso em “Laços de Família” (2000), mas a leucemia de Camila (Carolina Dieckmann) tomou proporções inesperadas. Maria Padilha já esperava ser vítima de uma doença, mas não sabia qual. Hilda percebe um caroço no seio, no capítulo previsto para ir ao ar na quinta. “Não deve haver uma cena como a de Camila, que raspou a cabeça, pois seria repetitivo”.
  A atriz aposta que o autor retratará mais a questão da feminilidade, o medo de se tirar um seio. “Não creio que isso vá afastar o casal, pois Leandro ama sua mulher”, opina Eduardo Lago. No entanto, está previsto um conflito. Giselle Policarpo diz que o desentendimento será por causa de Elisa, que sai de casa. “Não sei se será por vontade própria ou por imposição”.

ALERTA

  As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) são de 41.610 novos casos de câncer de mama em 2003 em todo o País. Para o Estado de São Paulo, o número é de 15.530 - sendo 6.090 só na capital. Antenado com os dados, Manoel Carlos diz que a doença voltou a ser um flagelo. “Houve um relaxamento, digamos assim, por parte das mulheres. O mesmo acontece com a Aids, que assustou muito, mas já não assusta tanto. Nisso, está o perigo”, justifica Manoel Carlos.
  A campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, realizada desde 1995, agradece. Segundo sua assessoria, com a novela, o trabalho de prevenção do câncer de mama atingirá mais pessoas.

sábado, 13 de outubro de 2012

Mulheres Apaixonadas: Hilda descobre que o nódulo de seu seio é malígno

Hilda ficará inconformada com a notícia
Hilda ficará inconformada com a notícia

A  próxima semana de Mulheres Apaixonadas promete fortes emoções ao tratar sobre o estado de saúde de Hilda (Maria Padilha).
No capítulo que deve ir ao ar na quinta-feira (7), ela finalmente recebe o resultado dos exames de seu câncer de mama. Infelizmente, o médico confirma que se trata de um nódulo maligno e que ele terá de ser removido.
Desesperada, ela desaba sobre os ombros de Helena (Christiane Torloni) cheia de lágrimas e dúvidas sobre seu futuro. Apesar de ouvir do marido que ele estará sempre ao seu lado, Hilda começa a acreditar que está sendo castigada por Deus.
Como não poderia deixar de ser, Helena faz de tudo para tentar animar a irmã.

FONTE:Babado - Famosos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Polêmicas apimentam "Mulheres Apaixonadas"

 Hilda deve ficar mais próxima da filha Elisa, mas a relação com o marido Leandro promete sair abalada  Foto: Globo/Divulgação

Cheia de temas fortes, a novela discute o lesbianismo, a violência doméstica, o preconceito social e contra os idosos, a obsessão de uma socialite que não mede esforços para seduzir um padre, o alcoolismo, o romance entre mulheres mais velhas e jovens rapazes, o tormento provocado pelo ciúmes, a traição e até a violência urbana e o câncer. Nos próximos capítulos, Fernanda (Vanessa Gerbelli) morrerá na Leblon, vítima de uma bala perdida, e Hilda (Maria Padilha) descobrirá que tem um tumor no seio.
FONTE: Terra

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

No auge dos 40, sempre lindas

padilha




O sucesso de Mulheres Apaixonadas também é motivo de orgulho para Maria Padilha, no papel de Hilda, uma das irmãs de Helena. Mas a atriz pensa em trilhar outros caminhos. Pretende montar uma produtora com o ator Chico Dias e lançar um filme por ano. Enquanto o projeto não se concretiza, cuida da aparência para não fazer feio diante das câmeras. Dorme oito horas por dia e não dispensa o filtro solar desde que pequenas manchas pipocaram na pele. Embora não dedique muito de seu tempo à malhação, não come frituras nem doces. Agradece à herança genética pela pele que tem e espera que os mesmos genes preservem sua saúde e lhe permitam ter um bebê no futuro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maria Padilha se choca ao ver seus seios na TV

Maria Padilha vive drama de Hilda. Foto: Divulgação

Intérprete da personagem Hilda de Mulheres ApaixonadasMaria Padilha, 42 anos, contou que ficou chocada ao assistir à própria cena em que tirou a blusa e fez um auto-exame nos seios na novela.

Em entrevista ao jornal O Dia, a atriz classificou como escandaloso o capítulo da novela que foi ao ar na segunda-feira (21), mas aprovou a idéia do autorManoel Carlos para introduzir o câncer de mama no enredo. "Fiquei me achando feia", disse.
Insegura, a atriz ligou para os amigos para conhecer outras impressões. O ator Ney Latorraca, com quem contracenou com em O Cravo e a Rosa, classificou a atriz como moderna e que "foi bom mostrar um peito sem silicone na TV", falou.
Esta não é a primeira cena forte que Maria Padilha protagonizou em sua carreira de atriz. No filme Os Matadores, de Beto Brant, ela fez uma cena tórrida de sexo selvagem com o personagem assassino de Chico Diaz. E emBoca de Ouro, do Walter Avancini, Maria Padilha participou de um concurso de peitos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Maria Padilha, a mulher mais feliz da novela das oito

Em uma novela em que há mulheres apanhando do marido, enlouquecendo por ciúmes, apaixonando-se por padre, sofrendo de alcoolismo, enfrentando preconceito por serem lésbicas, Hilda, a personagem vivida por Maria Padilha, é uma ilha de tranqüilidade e equilíbrio. Feliz no trabalho e na família, era a mais bem resolvida mulher da história e a prova de que nem todo mundo precisa sofrer.
Era. Nos próximos capítulos de Mulheres Apaixonadas, sua vida boa vai desmoronar. Hilda descobrirá que tem câncer de mama, levantando mais uma das várias bandeiras sociais da trama de Manoel Carlos. A atriz Maria Padilha, no auge de seus 44 anos fala sobre essa reviravolta na vida da personagem e mostra de onde vem o bom humor de Hilda.
- Você acha que a sua personagem é a mulher mais feliz da trama?
- Não, não é só ela. Eu considero a Lorena (Suzana Vieira) uma mulher feliz. As pessoas têm uma visão de felicidade que eu não compartilho, muitos acham que ser feliz é estar feliz, eu acho que ser feliz é querer ser feliz. Estar feliz é conjuntural, de repente você está feliz, dois minutos depois não está mais. Espere só um minuto (pede a atriz, enquanto fala com uma empregada). Viu, a vida é assim: a gente tá feliz até cair um balde de água no chão e molhar tudo (risos).
- Mas você já sabia que sua personagem iria ficar doente na novela?
- Quando recebi o perfil da personagem, o Manoel Carlos já me disse que ela teria uma doença séria, e ponto. Não sei se ele não sabia que doença seria, ou se não quis me falar. O que ficou combinado é que eu faria a Hilda bem alto-astral para que contrastasse e as pessoas tivessem esse tipo de reação: "nossa, logo ela vai ficar doente". As pessoas associam muito doença à infelicidade, principalmente câncer, e a história da personagem vem mostrar que nem sempre é assim. Parece que a pessoa que tem câncer tem culpa. Isso vai servir para tirar um pouco dessa carga das pessoas.
- E quando você descobriu que ela teria câncer de mama?
- Há uns dias, o Ricardo Waddington (diretor) veio me perguntar o que achava da personagem ter câncer, e eu disse que eu achava boa a idéia. Novela vive de conflito.
- E essa já tem bastante conflito...
- No caso do meu núcleo, não. É bacana mostrar que em um painel de tantas mulheres e paixões tem uma história de amor que deu certo. Mas felicidade não gera conflito.
- Essa relação bacana com seu marido e sua filha na trama vai ser abalada?
- Não sei muito o que vai acontecer, só tenho nas mãos o capítulo em que ela descobre um caroço no seio e não tem muita certeza do que é. Obviamente, a doença vai mexer com a relação dela com o marido. A mulher diante de uma doença dessas deve se sentir abalada na feminilidade. Acho que vai mexer também com a irmãs, que têm aqueles problemas tristes, mas tão subjetivos. Agora surge um problema objetivo de fato.
-É a primeira vez que você trabalha com o Manoel Carlos?
- É e não é. Quando comecei a fazer essa novela, o Manoel Carlos me lembrou que em Água Viva, a primeira novela que eu fiz, ele escrevia com o Gilberto Braga. Era colaborador. Eu não sabia.
- Foi numa gravação de Água Viva que você quase apanhou em Ipanema?
- Foi (risos). A gente foi gravar uma cena que era uma simulação de topless, estávamos com protetor nos seios (lib), era tudo muito sutil, mas os banhistas não gostaram. Jogaram areia, latas. Eu, a Glória Pires e o Roberto Talma (diretor) saímos correndo da praia. Acho que não era uma coisa de época. O topless não pegou mesmo no Brasil. Eu mesma não faço topless, não, não gosto que as pessoas fiquem me olhando (risos). Já basta olharem por causa da novela. Deus me livre!
- Você não gosta de ser reconhecida, abordada nas ruas por fãs?
- Adoro fazer sucesso, mas não gosto muito da fama. Sucesso é fazer uma coisa bem e as pessoas te admirarem por isso. Já a fama... Tem milhões de pessoas famosas que não sabemos de onde vêm, o que fazem. Fama é uma coisa que não depende do seu trabalho, depende dos humores das pessoas.
- Sente falta de fazer teatro?
- Acho que o ator precisa se exercitar em outros meios. Deixei de ter um contrato grande com a Globo para evitar de emendar uma novela na outra, gosto de circular por outros meios. E no teatro tenho tempo de trabalhar os personagens, de ensaiar, na TV é tudo muito rápido. Mesmo no cinema brasileiro, não temos todo esse tempo.
- É verdade que você posou para a Playboy (1994) para financiar uma montagem teatral sua de A Falecida, de Nelson Rodrigues?
- É verdade, eu estava muito obcecada, não tinha patrocínio, então fiz isso. Mas não acho nenhum heroísmo. As pessoas dizem: "nossa, que bacana". Não sou tão louca assim. Mas foi muito legal. As fotos ficaram bacanas e a peça foi bem também.
- Você tem uma preocupação muito grande com a sua aparência?
- Eu precisava fazer mais ginástica, mas do que gosto mesmo é de dançar. No ano passado, contratei um professor particular de dança de salão. Ele vinha na minha casa e ficávamos dançando bolero, mambo, gafieira. Procuro também dormir bem e cuidar da pele. Tenho uma sorte: meu pai é dermatologista e me dá uns toques. Acho legal a gente se cuidar, até porque como atriz, a aparência pode nos limitar para esse ou aquele papel. Sempre pareci mais moça do eu era, acho que são os meus traços. Por um lado é bom, por outro, morria de medo de pular do papel de garotinha para o de velhinha. Tinha medo de nunca fazer papel de mulher mesmo (risos).
- A Hilda não vai voltar a ser a mais bem-sucedida das Mulheres Apaixonadas?
- Espero que dê tudo certo para ela. O Manoel Carlos tinha me falado que eu iria fazer uma das mulheres mais bem-sucedidas da novela. Ela trabalha, é feliz no casamento se dá bem com a filha. Para mim está sendo superlegal porque sempre faço a maluca. É a primeira vez que faço uma pessoa normal, fofa, bem-amada. E olha que quase o Manoel (Carlos) me deu a Heloísa (papel de Giulia Gam) (risos).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Maria Padilha fez Dráuzio Varella chorar com Hilda

Maria Padilha vive o drama de Hilda em  Mulheres Apaixonadas. Foto: Luiza Dantas/TV Press



Não foi fácil para Maria Padilha vestir a camisa para o papel que tem emMulheres Apaixonadas. Principalmente na cena em que Hilda, sua personagem na novela das oito, tira a blusa para fazer um auto-exame nos seios.

Insegura, ela chegou a telefonar para os amigos mais próximos só para saber o que eles acharam da cena. Mas difícil mesmo, ressalva ela, foi quando Hilda recebeu a notícia do médico de que o tumor era maligno e que ela teria de retirá-lo. Afinal, explica a atriz, não é todo dia que a gente leva um susto desses... "Ela está com medo? É claro que sim! Mas só tem medo quem tem coragem. Senão, vira um psicopata", filosofa a atriz.
No dia seguinte, Maria Padilha recebeu um elogio que dissipou qualquer eventual dúvida sobre seu desempenho. A atriz Regina Braga disse que seu marido, o médico Dráuzio Varella, chorou ao ver a cena. Ele disse que viu nos olhos da atriz o medo que ele sempre vê quando dá essa notícia para as suas pacientes. "Esse elogio valeu um Oscar!", exagera.
No mesmo dia, ao voltar para casa, foi abordada por um vendedor ambulante, que enalteceu sua atuação. "É tão bonito o trabalho que você está fazendo...", reproduz, emocionada.
Desde que estreou na tevê em Água Viva, novela escrita por Gilberto Braga em parceria com Manoel Carlos, Maria Padilha parece ter se especializado em fazer personagens meio amalucadas, quase vilanescas.
Pela primeira vez, ela empresta sua imagem ao que se convencionou chamar de "merchandising social". No caso, a luta contra o câncer de mama. "Achei ótimo terem associado meu nome à essa causa. Afinal, ela é nobilíssima!", empolga-se.
Recentemente, a atriz foi convidada para gravar um anúncio para o Instituto de Mastologia e ficou surpresa ao constatar que o número de mulheres que resolveram fazer o exame preventivo depois que o assunto começou a ser discutido na novela cresceu consideravelmente. "Normalmente, essas campanhas de prevenção aterrorizam tanto que as pessoas fogem assustadas. Já o Maneco está escrevendo de um jeito que não 'venceu' as mulheres pelo medo", analisa.
No meio de tanto alvoroço, Maria Padilha ressalta que não foi pega de surpresa pelo autor. Desde o início da novela, ela já sabia que Hilda sofreria um revés qualquer da vida. "Já na sinopse, o Maneco me prevenia que a Hilda teria uma doença grave. Ele só não sabia qual", enfatiza. Por isso mesmo, a atriz refuta boatos de que não estaria lá muito satisfeita com seu papel na novela ou que teria até pensado em desistir da carreira. "Eu jamais diria isso! Quando o pessoal fica sem assunto, começa a inventar coisas!", esbraveja, irritada.
Mesmo assim, Maria Padilha admite que a sua primeira impressão com relação à Hilda não foi das melhores. Logo na primeira cena, ela tirava um copo de champanhe das mãos de Estela e passava uma descompostura na prima. Intrigada, a atriz chegou a comentar com o diretor Ricardo Waddington: "Puxa, Ricardo, que mulher careta e moralista...". Hábil, o diretor convenceu a atriz do contrário. "Olha, se fosse qualquer outra atriz, a Hilda poderia ficar careta e moralista. Mas com você, tenho certeza de que ela não vai ficar..."
Desde o começo, Hilda se destacou como uma das mais felizes e bem-resolvidas da novela. Enquanto umas e outras apanham do marido, sofrem de alcoolismo ou enlouquecem de ciúmes, Hilda vive um casamento estável ao lado de Leandro, interpretado por Eduardo Lago. "Não vou deixar de fazer vilãs, mas estou adorando interpretar uma personagem normal, equilibrada, feminina... E olha que o Maneco quase me deu a Heloísa", diverte-se.
Quanto às cenas dos próximos capítulos, Maria Padilha não sabe muito bem o que esperar. Por enquanto, ela não vê necessidade de fazer uma visita a instituições, como o INCA, Instituto Nacional do Câncer. Afinal, algumas mulheres que já enfrentaram a doença abordaram a atriz nas ruas para relatar suas experiências. "Sempre tive medo de ficar famosa e as pessoas não saberem o porquê. 'Mas o que ela fez mesmo?' Gosto quando sou reconhecida pelo meu trabalho", sorri, orgulhosa.
Veia cômica - Um pouco de bom humor não faz mal a ninguém. Ao longo da carreira, Maria Padilha Gonçalves descobriu um jeito simples e eficaz de transformar papéis secundários e aparentemente sem graça em personagens divertidos e de grande empatia com o público.
A tal fórmula consistia em adicionar umas boas e generosas pitadas de humor aos tipos que interpreta. "Às vezes, certos personagens não têm muito o que oferecer para o ator. Nessas horas, o humor se revela uma solução agradável para enriquecer meu trabalho", esclarece.
Tudo começou em 1992, quando Maria Padilha chamou a atenção como Karen, uma grã-fina meio destrambelhada de O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, que só pensava em dinheiro.
A história se repetiu em 1997, quando ela voltou a interpretar a dondoca fútil e tonta no "remake" de Anjo Mau, deCassiano Gabus Mendes, atualmente em cartaz no Vale a Pena Ver de Novo. "Foi a Karen quem me colocou esse carma. Mas, depois de fazer uma perua do Gilberto, fica difícil fazer outra igual ou melhor", brinca ela.
Em 1996, Maria Padilha trocou a Globo pelo SBT. Na emissora de Silvio Santos, ela atuou em Colégio Brasil, uma novela criada nos moldes de Malhação. A experiência só não foi melhor, lamenta, por conta do descaso do SBT.
Desde que estreou, Colégio Brasil foi exibido em quatro diferentes horários. "O Silvio dá mais valor às novelas mexicanas que outra coisa. É por isso que o projeto não vingou", queixa-se.
Instantâneas

# Antes de seguir a carreira de atriz, Maria Padilha cursou a faculdade de Desenho Industrial por dois anos. A estréia no teatro aconteceu aos 16 anos, na peça Maroquinhas Fru-fru, escrita por Maria Clara Machado e dirigida por Wolf Maya.

# Ainda criança, Maria Padilha reunia os primos para assistirem às peças que ela mesmo improvisava. Já adulta, ela fez parte de um grupo teatral chamado Despertar, formada por Miguel FalabellaDaniel DantasFábio Junqueira e Fábio Reis

# Em sua estréia em novelas, Maria Padilha viveu uma situação bastante inusitada. Quando perceberam que ela gravaria uma cena de "topless" no Posto 9, em Ipanema, os freqüentadores a expulsaram da praia. O jeito foi gravar a cena em São Conrado. # Em 1994, a atriz posou para a revista Playboy. Com o dinheiro do cachê, ela financiou a montagem da peça A Falecida, de Nelson Rodrigues. "Foi uma experiência legal. As fotos ficaram bacanas e a peça foi bem também", recorda.