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sábado, 10 de novembro de 2012

No elenco estão Maria Padilha, que é também produtora do espetáculo, Cadu Fávero e George Sauma. Direção do competente Gilberto Gawronski.

Córdelia Brasil2

Desta vez vamos falar de Córdelia Brasil, um espetáculo com nova montagem 40 anos depois de sofrer perseguição da Ditadura. Foi censurado pelo Governo Federal por conter "amoralidade sem precedentes na história do teatro brasileiro!.

A peça estreou em 1968, no Rio de Janeiro, com Norma Bengell como protagonista, no Teatro de Arena, com direção de Emilio Di Biasi e co-produção de Oduvaldo Viana Filho. Mas jogaram uma bomba no Teatro Mesbla e o Exército seqüestrou a atriz Norma Bengell. A censura proibiu sua encenação em todo o País por quase 10 anos, junto com Barrela, de Plínio Marcos, e Santidade, de José Vicente. ”A peça é uma tragicomédia, um clássico, estáem forma, não é datada pois não é panfletária, nem política. Além disso, tem compaixão e ternura com doses de humor”, completa Antonio Bivar.
Na trama, para sustentar seu companheiro Leônidas, que sonha em ser escritor de histórias em quadrinhos, Cordélia, além de trabalhar como auxiliar de escritório, começa a se prostituir. Ela traz para casa um jovem de 16 anos, Rico, que acaba morando com eles. Forma-se então um triângulo, em que se insinua a cumplicidade entre os dois homens, já que Rico se identifica com o comportamento de Leônidas para com Cordélia. A relação torna-se cada vez mais conflituosa, acabando por precipitar um desfecho trágico que, paradoxalmente, é tratado de forma poética e absurda.
No elenco estão Maria Padilha, que é também produtora do espetáculo, Cadu Fávero e George Sauma. Direção do competente Gilberto Gawronski.


Fotos: Ruvin Singal
                                                                           Foto de abertura: Cadu Fávero, Maria Padilha e Antônio Bivar




Foto da resenha: Gilberto Gawronski e Maria Padilha

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Gawronski recria com inventividade Cordélia Brasil

 

Gawronski recria com inventividade Cordélia Brasil
Luís Francisco Wasilewski

2008 pode ser considerado o ano do (re) descobrimento do teatro de Antônio Bivar. Há poucos meses, Gustavo Paso dirigiu Alzira Power. Agora é a vez de Gilberto Gawronski mostrar a sua leitura de Cordélia Brasil.
Cordélia Brasil é um marco na história do teatro brasileiro. Norma Bengell chegou a ser presa por representar a funcionária pública que para sustentar o marido, o lunático e preguiçoso Leônidas, se prostitui nas horas livres. O acerto da direção de Gilberto foi transportado para encenação todo o universo fantasioso onde estão Leônidas, Rico, o jovem que entra na vida do casal e Cordélia, que apesar de ser a personagem com os pés mais fincados na realidade, também envereda pela fantasia.
Esta atmosfera onírica está presente nos belos e coloridos figurinos de Marcelo Pies e na iluminação de Maneco Quinderé. Além disso, Gilberto lança mão de um recurso que já havia utilizado em outra encenação sua: Do outro lado da tarde, de Caio Fernando Abreu (autor por sinal, pertencente à geração de Bivar não só por idade, mas por afinidade). O recurso a que me refiro é do espectador interagir com os atores através da utilização de bolinhas de sabão que a platéia solta em um determinado momento da peça.
Toda essa inventividade da montagem não impediu que Gilberto conduzisse bem o belo trio de atores na peça. Cadu Fávero apresenta a indolência e a fantasia de Leônidas. George Sauma vivendo Rico já desponta como um dos grandes atores de sua geração. E Maria Padilha, que já foi a Zulmira de A falecida, a Pórcia de O mercador de Veneza, mais uma vez, alcança um grande desempenho fazendo a sua Cordélia ora cômica, ora dramática.
Portanto, esqueça o crítico casmurro que destruiu o espetáculo. Vá assistir Cordélia Brasil. Conheça um clássico de nossa dramaturgia e brinque com as bolinhas de sabão. É tão bom!

FONTE: Crítica enviada pelo Luís Francisco Wasilewski - foi publicado no Site Aplauso Brasil em Agosto de 2008.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cordélia Brasil


Maria Padilha vive prostituta na adaptação do texto de Antônio Bivar

segunda-feira, 28 de julho de 2008 - Paola Novaes
No último sábado (26), no Sesc Paulista, em São Paulo, Maria Padilha estreou a peça Cordélia Brasil. O espetáculo, uma adaptação do texto de Antônio Bivar, narra a história de uma auxiliar de escritório, Cordélia, que decide se prostituir para bancar o sonho do marido de ser quadrinhista e, que em um certo momento, se percebe em uma crise de identidade. "A Cordélia vê que não é bem uma "biscate", nem bem uma auxiliar, nem bem uma dona-de-casa. Não é nada. Isso fala muito ao povo brasileiro, à informalidade e à indefinição reinantes por aqui. Ser brasileiro tem uma certa graça, mas é cansativo", observa a atriz. Maria Padilha contracena com Cadu Fávero e a direção da peça é assinada por Gilberto Gawronski.
FONTE: Amaury JR

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cordélia Brasil | Críticas sobre a peça

CordéliaDepois de 30 anos, Cordélia Brasil, peça escrita pelo escritor beat Antonio Bivar, renasce sob direção de Gilberto Gawronski, com Maria Padilha, Cadu Fávero e George Sauma no elenco. O texto de Bivar propõe uma encenação realista com exageros tropicalistas. Um Brasil que muitas vezes abandonava suas cores para se americanizar.
Para sustentar seu companheiro Leônidas, que sonha em ser escritor de histórias em quadrinhos, Cordélia, além de trabalhar como auxiliar de escritório, começa a se prostituir. Ela traz para casa um jovem de 16 anos, Rico, que acaba morando com eles. Forma-se então um triângulo, em que se insinua a cumplicidade entre os dois homens, já que Rico se identifica com o comportamento de Leônidas para com Cordélia. A relação torna-se cada vez mais conflituosa, acabando por precipitar um desfecho trágico que, paradoxalmente, é tratado de forma poética e absurda. 

"Suicídio tropical. À medida que o desfecho se aproxima, Bivar introduz no tom de realismo, até então característico da peça, um surpreendente elemento de fantasia, que cresce e se expande com enorme rapidez, a ponto de acabar por sobrepor-se, inexoravelmente, ao realismo. A saída final de Leônidas se desenrola num clima de alucinada lógica sem lógica, que me faz pensar, toda vez que releio a peça, em "Pierrot lê Fou", de Godard; e o suicídio de Cordélia é, ao mesmo tempo, comovente e engraçado na sua cafonice: As últimas palavras da heroína, que se referem à marca que ela deixará da sua personagem pela terra - uma fotografia para qual pousou nua, na praia, a pedido de um fotógrafo americano -, constituem uma das mais poéticas contribuições para a antologia de nosso florescente tropicalismo. A facilidade com a qual Bivar conseguiu passar do Realismo para a fantasia me pareceu constituir a mais evidente prova do seu talento." YAN MICHALSKY( Jornal do Brasil, RJ, 1968)


"Em Cordélia, Bivar trata, sim, de um mundo marginalizado, mas não faz estardalhaço do fato, e, o que é mais importante, não extrapola interpretações definitivas da precária organização social que gerou aquele fragmento de inferno que mata pacientemente os que o habitam: em mundos menos absurdos, pode-se morrer por causas nobres e justificáveis, com o acompanhamento de um grande gesto; no mundo de Bivar, onde o trágico passa por banal, morre-se por um cigarro que alguém roubou." TITE DE LEMOS (O País, RJ, 1968)

"O talento nascente do jovem dramaturgo Antonio Bivar é inconteste. Há, em meio ao indomado caos, o importante que Antonio Bivar flagrantizou dentro da sua atitude negativa, a furiosa necessidade de afirmação e de registro que as criaturas têm na passagem por este velho e selvagem mundo. Este aspecto, o mais fundo da peça de Bivar, nos leva a algo para afirmarmos que existimos. Cordélia Brasil ficaria lembrada por uma fotografia, nua, como veio ao mundo. Cordélia Brasil é uma peça essencialmente moral." VAN JAFA (Correio da Manhã, RJ, 1968)

"A peça de Bivar é muito engraçada, muito terna e muito cruel. O marginalizado da classe média vivendo uma situação absurda de sobrevivência, desinteressando-se não só pelo destino da sociedade em que vive mas até mesmo pelo seu destino individual." LUIZ ALBERTO SANZ (Ultima Hora,RJ, 1968)

"Bivar possui uma força poética extraordinária e uma contundência poucas vezes vista entre os nossos autores." FAUSTO WOLFF( Tribuna da Imprensa, RJ, 1968)

FONTE: Portal SESCSP

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Teatro

Mais do FIT
Maria Padilha estréia ‘Cordélia Brasil’
  Ferdinando Ramos  
Maria Padilha durante entrevista: ela encena “Cordélia Brasil”
Francine Moreno


O texto de Antônio Bivar ‘Cordélia Brasil’ chama a atenção neste FIT, na estréia nacional da nova encenação com direção de Gilberto Gawronski e a atriz Maria Padilha no papel-título, hoje, amanhã e sábado, às 21h30, no Teatro Seta. O elenco do espetáculo recebeu a imprensa para um bate-papo, ontem, na recepção do Hotel Michelangelo. Após alguns minutos de espera, um “boa tarde” é ouvido em meio ao silêncio. Era a atriz Maria Padilha, seguida pelo colega de palco Cadu Fávero, o diretor Gilberto Gawronski e o assistente de trilha sonora Estevan Casé.

Após alguns cafés e copos d’água eles deram detalhes sobre ‘Cordélia Brasil’, peça polêmica por mostrar a vida íntima de um casal. “A peça é universal, atemporal, tem uma dimensão, e fazer a estréia neste Festival é algo novo. Não está fora do eixo como muitos falam. Os Festivais sempre são uma possibilidade nova de diálogo”, diz Maria Padilha. O diretor Gilberto Gawronski diz que o texto foi escrito nos anos 60, mas o espetáculo é uma montagem de 2008. “O público vai se ver no palco”, diz. 

sábado, 29 de setembro de 2012

Continuação - Maria Padilha na Peça Cordélia Brasil










Mais da Peça Cordélia Brasil com Maria Padilha


Teatro: Cordélia Brasil
em Farroupilha

Após 40 anos da primeira montagem, Cordélia Brasil, de Antonio Bivar, recebe uma nova versão.

A tragicomédia apresenta a atriz carioca Maria Padilha no papel título, acompanhada pelos atores Cadu Fávero e George Sauma, respectivamente, Leônidas Barbosa e Rico.

Cordélia Brasil é uma auxiliar de escritório que começa a se prostituir para sustentar o seu companheiro, Leônidas, e acaba levando para dentro de casa um garoto de 16 anos, Rico. Inicia-se assim um triângulo amoroso, que torna-se cada vez mais conflituoso, acabando por resultar em um desfecho trágico.

Cordélia Brasil Projeto gráfico para Teatro.




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Maria Padilha depois da encenação de " Cordélia Brasil "

A atriz Maria Padilha, Ana Cristina Amicone e o namorado Israel Rech depois da encenação da peça Cordélia Brasil, no La Fiamma  
A atriz Maria Padilha, Ana Cristina Amicone e o namorado Israel Rech depois da encenação da peça Cordélia Brasil, no La Fiamma  

sábado, 22 de setembro de 2012

Maria Padilha recebe Xuxa Lopes para a estréia de " Cordélia Brasil "


Na noite desta sexta-feira, 25, a atriz Maria Padilha recebeu Xuxa LopesGianne Albertoni eCássio Scapin, no Sesc Avenida Paulista, para a estréia da peça “Cordélia Brasil”, do autorAntônio Bivar, com direção de Gilberto Gawronski. Após a apresentação, o elenco brindou ao lado dos convidados.


Quarenta anos depois da primeira montagem, o texto de Bivar volta a ser encenado, e agora tem a atriz Maria Padilha como protagonista ao lado de Cadu Fávero e George Saumo, interpretando, respectivamente, as personagens Cordélia, Leônidas Barbosa e Rico. A primeira atriz a viver a personagem foi Norma Bengell, em 1968.

A peça mantém o texto original, sem adaptações, e conta a história de uma mulher que se sacrifica em nome do homem que ama. Uma auxiliar de escritório que, para sustentar seu companheiro e ajudá-lo a realizar o sonho de ser um escritor de histórias em quadrinhos, começa a se prostituir.


O espetáculo fica em cartaz até o dia 7 de setembro de 2008, no Sesc Avenida Paulista, de sexta a domingo, às 20h30.


A atriz Maria Padilha reuniu a imprensa em São Paulo


A atriz Maria Padilha reuniu a imprensa em São Paulo, nesta segunda-feira, 21, para falar sobre a estréia da peça “Cordélia Brasil”, do autor Antônio Bivar, com direção de Gilberto Gawronski.


Quarenta anos depois da primeira montagem, o texto de Bivar volta a ser encenado, e agora tem a atriz Maria Padilha como protagonista ao lado de Cadu Fávero e George Saumo, interpretando, respectivamente, as personagens Cordélia, Leônidas Barbosa e Rico. A primeira atriz a viver a personagem foi Norma Bengell, em 1968.


A peça mantém o texto original, sem adaptações, e conta a história de uma mulher que se sacrifica em nome do homem que ama. Uma auxiliar de escritório que, para sustentar seu companheiro e ajudá-lo a realizar o sonho de ser um escritor de histórias em quadrinhos, começa a se prostituir.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Maria Padilha em " Cordélia Brasil "


   

A lista é variada e traz peças infantis e adultas, com destaque para ?Cordélia Brasil?, com Maria Padilha, cuja última participação na TV foi no seriado ?Toma Lá, Dá Cá?. A atriz interpreta uma mulher que se prostitui para sustentar o marido vagabundo. 

Cordélia Brasil: Maria Padilha interpreta texto de Antônio Bivar, no qual faz uma mulher que se prostitui para sustentar o marido vagabundo. O personagem fez sucesso há 40 anos, quando interpretado por Norma Bengell. O drama é pontuado por cenas de comédia feitas pelo ator George Sauma, que interpreta o rico cliente de Maria. Em cartaz no Sesc Avenida Paulista, de sexta a domingo.  

Maria Padilha - Cordélia Brasil

domingo, 16 de setembro de 2012

"Não gosto de teatro utilitário"

Na nova encenação de Cordélia Brasil, texto de Antônio Bivar de 1968 que foi censurado pela ditadura militar, atriz é a auxiliar de escritório que, para ajudar o marido, começa a se prostituir e leva um cliente adolescente para casa.

Maria Padilha em cena: longe do politicamente correto
Você não teve receio de fazer um espetáculo que tem um peso histórico não apenas para o teatro, pela novidade que foi quando montado há 40 anos, como também para o País, por causa da censura que sofreu?
Não fico analisando essas coisas. O que chamou minha atenção foi a liberdade e a poesia do texto. As pessoas andam muito presas àquilo que é correto. As peças ficam datadas depois de quatro ou cinco anos. Há um exagero nessa necessidade de ser o retrato de uma época, de denunciar. Não gosto de teatro utilitário. O politicamente correto deixou as coisas chatas à beça. As pessoas pareciam ter mais liberdade nos anos 60.
Por isso a opção de não atualizar o texto?
Mantivemos as gírias, o figurino é com roupas de brechó. Mas não é uma fotografia da época. Não fizemos pesquisa histórica e, sim, assistimos a DVDs de Jimi Hendrix, Rollling Stones e Janis Joplin para ver como eles se vestiam e se comportavam no palco.
O público está preparado para a liberdade do texto?
A vida está mais careta, e o politicamente correto não tem nada a ver com arte. Mas estamos todos, os artistas e o público, querendo esse bafo de liberdade. Caso contrário, ficaríamos em casa. (14 anos) (A.P.)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Maria Padilha protagoniza "Cordélia Brasil", de Antonio Bivar

              Cadú Favero e Maria Padilha em "Cordélia Brasil", que estréia nesta sexta-feira (25)
O ano começou com a pro­messa de duas grandes versões para "Senhora dos Afogados". Antunes Filho já revelou sua montagem para a tragédia rodriguiana. Resta ago­ra esperar pela leitura de Zé Celso Martinez Corrêa, que terá Maria Padilha como a personagem Moema.
Mas, enquanto a peça não ganha forma, a atriz se dedica a encarnar a personagem-título de "Cordélia Brasil".
Dirigido por Gilberto Ga­wronski, o espetáculo inicia temporada nesta sexta-feira (25), no Sesc Avenida Paulista.
Em ce­na, surge uma auxiliar de es­critório que se prostitui para sustentar a ambição do mari­do de ser autor de histórias em quadrinhos. Instaura-se o conflito quando ela leva para casa um rapaz de 16 anos.
"A peça trata da revolução sexual que vive­mos há 40 anos. Mas parece que essa discussão ainda é muito pertinente", diz Gawronski.
No texto, escrito por Antonio Bivar no final dos anos 1960, o triângulo amoroso adquire contornos pouco previsíveis quando os dois homens estabelecem uma relação de cumplicidade e mesmo o fi­nal trágico ganha certa aura tropicalista.


Peça " Cordélia Brasil " com Maria Padilha